segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Brasília coloca seus blocos na rua

Tribuna do Brasil
Autor: Milene Sodré
16/02/2009

Divulgação
Do frevo aos atabaques africanos, a promessa é de um Carnaval com muita diversidade musical
Tão queridos e esperados quanto os desfiles das escolas de samba, os blocos de rua têm lugar cativo no coração e na programação do folião brasiliense. Tradicionais e irreverentes, os oito blocos mais conhecidos da capital federal contam com a presença de um público ávido por música, fantasia e diversão. São eles: Pacotão, Baratona, Raparigueiros, Baratinha, Galinho de Brasília, Mamãe Taguá, Meninos de Ceilândia e Àsè Dudú. Saiba mais sobre a história de dois deles para escolher o bloco que melhor representa sua alegria.
Galinho de Brasília
Foi a saudade de um grupo de pernambucanos, frequentadores dos carnavais de Olinda e Recife, que fez surgir em 1992 o bloco Galinho de Brasília, numa clara alusão aos pernambucanos do Galo da Madrugada. Liderados por Romildo Carvalho (1926-2000), idealizador e criador do primeiro estandarte do bloco, o Galinho nasceu de mansinho, porém, forte o suficiente para continuar espalhando o seu canto por toda Brasília. Logo após o Carnaval de 92, alguns dos foliões participantes desta primeira manifestação do Galinho, em assembléia, fundaram o Grêmio Recreativo da Expressão Nordestina (G.R.E.N) Galinho de Brasília, com o objetivo maior de recuperar para a capital federal, e consequentemente para o Brasil, os valores das tradições culturais nordestinas.
O Galinho de Brasília conta hoje com sua própria orquestra de frevos, a Orquestra do Galinho, contando com mais de 30 músicos oriundos, em sua maioria, dos principais focos de execução de frevos no país, as cidades de Marechal Deodoro (AL), Belo Jardim (PE) e Sumé (PB).
No Carnaval de 2009, o Galinho fará um percurso um pouco diferente dos anos anteriores. A concentração está marcada para o dia 21, a partir das 15h, no Eixão Sul, em frente à Quadra 201/202, rumo a 203/204 Sul, onde deverá permanecer por uma hora. A saída em direção Gran Folia, ex Gran Circo Circular, está prevista para as 17h.
O "Trenzinho do Galinho", com a Orquestra do Galinho - este ano sob a batuta do Maestro Paulo - zfará todo percurso acompanhado por manifestações culturais de todo Nordeste, representadas por bandas de pífanos, papangus e bumbas meu boi.
Àsè Dudu
Há 22 anos, o Grupo Cultural Àsè Dudú faz parte da vida do Distrito Federal. O grupo tem por finalidade difundir a cultura afro-brasileira e incentivar o intercâmbio e desenvolvimento das relações culturais entre os povos.
O Àsè Dudu luta contra o racismo e também contra qualquer forma de abuso que atente contra os direitos humanos, não apenas de afrodescendentes, mas de todos aqueles que são vítimas de tais práticas. Outro objetivo é também transformar Taguatinga em um importante pólo de discussão a respeito da cultura negra.
O Grupo Cultural Àsè Dudu, que no dialeto yorubá, significa Força Negra, foi fundado em 06 de setembro de 1987 por um grupo de pessoas que não se sentiam representados no carnaval da cidade. As primeiras atuações do grupo foram junto ao bloco Pacotão. Mais tarde o grupo foi transferido para Taguatinga, onde tem sede em um terreiro de candomblé e umbanda. Há também um trabalho com a comunidade afroreligiosa, de onde saíram projetos como a “Lavagem da Avenida das Palmeiras”.
Do projeto inicial surgiram outros, entre eles "Tá Negro", em comemoração ao mês da Consciência Negra em Taguatinga e todo o DF. "Entre Elas", em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, "Projeto Zumbi nas Escolas", cuja finalidade é levar às escolas a discussão e o combate a toda forma de discriminação, com palestras, oficinas de dança afro, fotografia, oficina de percussão, oficina de capoeira, e a "Lavagem do Busto de Zumbi dos Palmares", no Conic.
No Carnaval de 2009, estarão no Gran Folia no dia 22, das 19h às 20h, e dia 24, também das 19 às 20h.
Fonte : Tribuna do Brasil
Data : 17 de fevereiro de 2009

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