terça-feira, 17 de março de 2009

Telas de artistas com Down

Do site da Secretaria de Cultura do DF
http://www.sc.df.gov.br/exibe_materia.php?id=511
17/03/2009


Pintura de Lúcio Platino

De 16 a 21 de março, semana em que se comemora o Dia Internacional da Síndrome de Down e o cinquentenário da descoberta do cromossomo 21, a Biblioteca Nacional de Brasília abre espaço à exposição de 16 telas de Henrique Grochocki, Lucio Piantino, Melina Pedroso e Tonico Araújo, no Espaço de Exposições do 2º andar. Olhares remete não apenas aos pintores sobre o que retratam, mas aponta ao olhar do espectador, humana e socialmente correto, para a capacidade e habilidade de pessoas portadoras de síndrome de Down quanto ao que se dedicam, como é o caso dos jovens artistas em questão. Mostra divide-se em duas: pinturas, na BNB e fotografias, no Museu Nacional.
Henrique Grochocki, de 24 anos, Lúcio Piantino, 13, Melina Pedroso, 24 e Tonico Araújo, 29, que nas telas dessa mostra fazem uso de vinílica, acrílica e técnica mista, descobriram na arte uma forma de expressão e de auto-afirmação perante a sociedade. Lúcio Piantino, por exemplo, que apesar da pouca idade já fez duas exposições individuais de suas pinturas abstratas, é um dos que traz no DNA a vocação para a arte: é filho da artista plástica e professora Lurdes Danesy, também presidente da Associação de Mães em Movimento (AMEM/DF) e uma das organizadoras da mostra.
Orgulhosa do talento de Lúcio – que, segundo ela surpreendeu o curador do Museu Nacional, Wagner Barja –, Lurdes Danesy quer com Olhares chamar a atenção da sociedade para o fato de que portadores da síndrome de Down nascem com uma diferença biológica, sim, mas não são deficientes mentais nem incapazes de autonomia no convívio com os chamados normais.
"A medicina os coloca assim na sociedade e é assim que são vistos, até mesmo na escola, despreparada para o ensino dirigido a eles; ou seja, o atraso no desenvolvimento desse cidadão é historicamente construído", denuncia. Com a falta de apoio e compreensão maior no trato com a questão, a família opta por caminhos alternativos. Artes e esportes são duas áreas que os acolhem e onde o desafio se torna um prazer na relação de entrega e compromisso, explica a professora.
Por isso a importância das celebrações em torno da semana dedicada à síndrome de Down, que, no caso dos eventos ligados a arte, não apenas a Biblioteca se coloca solidária. A mostra Olhares na verdade desdobra-se em duas. A outra contempla o pendor para a fotografia dos também portadores de síndrome de Down Henrique Gurgel, Ian Stuckert, Alexandre DJ, Jéssica Mendes, João Pedro Tauil, além de Henrique Grochocki e Lucio Piantino.
Esta exposição será inaugurada às 19h de sexta, 16, no restaurante do Museu Nacional, com um coquetel de abertura da Semana Comemorativa dos 50 Anos de Descoberta do Cromossomo 21, e a presença dos artistas e membros das associações Mães em Movimento (AMEMDF), DFDown e Federação das Associações de Síndrome de Down, além de autoridades e simpatizantes do movimento Inclusão para a autonomia.

PROGRAME-SE:

Mostra de 16 telas de artistas com síndrome de Down, marcando as comemorações da Semana Internacional dos 50 Anos da Descoberta do Cromossomo 21.

Abertura na Biblioteca Nacional de Brasília, às 19h30 de 16/03, segunda-feira.

Visitação até 21/03.
Mais informações com Lurdes Danesy:61 3447-1850/3447-1554 /9297-5885.

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