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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Arlindo Cruz lança DVD 'Ao Vivo MTV' em São Paulo

O Estadão
AE - Agencia Estado
17/04/2009


SÃO PAULO - O dia 13 de novembro do ano passado foi a data em que o samba invadiu a MTV, que já havia recebido Zeca Pagodinho e suas gafieiras.
Em São Paulo, foi gravado o projeto ''MTV ao Vivo Arlindo Cruz''. Para lançar o DVD e os dois CDs que o show gerou, Arlindo toca duas noites em São Paulo com o mesmo repertório que levou para o projeto do canal. "Eu e a MTV estávamos tendo um namoro desde a época do Acústico do Zeca (Pagodinho), e da minha aparição no clipe do Marcelo D2 (Dor de Verdade). Fiquei muito envaidecido e topei o desafio. Sei que a MTV não é uma emissora de música brasileira, especialmente de samba, mas estou satisfeito com o resultado", fala Cruz.

Com 30 anos de carreira, suas músicas já foram gravadas mais de 550 vezes por diversos artistas: Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Almir Guineto, Alcione, Maria Rita, Marcelo D2 e outros. No DVD, Arlindo recebe Beth Carvalho, D2 e Zeca: "A Beth Carvalho foi a mulher que me revelou, é a minha madrinha, do Almir Guineto, do Jorge Aragão. Ensinou muita coisa do que eu sei hoje. O Zeca é meu parceiro desde o início. A primeira música do Zeca gravada foi 10 Mandamentos, em parceria comigo. E a primeira música que ele gravou em estúdio foi minha, a Camarão que Dorme a Onda Leva." Com D2, a parceria vai além dos estúdios. Os jogos do Flamengo sempre estão em pauta: "Não fui na semana passada no Fla-Flu por que era Páscoa. Vamos ver se domingo eu vou no Flamengo e Botafogo. Aposto dois a zero pro Mengão.

"No show, os convidados serão seu filho, Arlindo Neto, e o sambista paulistano Reinaldo. Músicas como O Show Tem que Continuar, Bagaço da Laranja, Camarão que Dorme a Onda Leva, Samba de Arerê e Chegamos ao Fim estarão acompanhadas dos músicos Julinho Santos (violão), Gegê D?Angola (cavaco), Dudu Dias (contra-baixo), Marcelinho Moreira (percussão), Nenê Brow (percussão) e Azeitona (pandeiro), entre outros. "O público da MTV vai entender com muito carinho. O show vai mostrar todas as minhas facetas. Não é um show de rock, mas tem uma vibração tremenda, pode apostar."

As informações são do Jornal da Tarde.

Arlindo Cruz. MTV ao Vivo.
Citibank Hall (1450 lugares). Av. dos Jamaris, 213, Moema. Tel. (011) 2846-6010.
Hoje e amanhã, às 22h. De R$ 60 a R$ 120.
Censura: 16 anos.
www.citibankhall.com.br

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Turnê comemorativa de Roberto Carlos vai até 2010

O Estadão
AE - Agencia Estado
16/04/2009


SÃO PAULO - O show de domingo em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, será apenas o primeiro de uma série de apresentações que Roberto Carlos fará neste ano e em 2010, para comemorar os seus 50 anos de carreira. A turnê faz parte do projeto ItaúBrasil, que no ano passado homenageou o cinquentenário da Bossa Nova.
A turnê do Rei percorrerá também as principais cidades do nordeste, mas as grandes apresentações acontecerão nos dias 11 de julho, no Maracanã, no Rio de Janeiro, para um público estimado de 60 mil pessoas, e nos dias 21 e 22, e 28 e 29 de agosto, no Ginásio do Ibirapuera. Em 2010, também no dia do aniversário do músico, ele vai se apresentar em Nova York, dando início à fase internacional da turnê. Os locais dos shows no exterior ainda não foram divulgados.
Roberto Carlos e sua turnê movimentarão cerca três carretas, transportando mais 70 toneladas de equipamentos de som, luz, palco e camarim, por mais de 42 mil quilômetros. Somente durante a turnê brasileira, o Rei vai cantar cerca de 35 horas e distribuirá um total de 3.456 botões de rosas vermelhas (12 dúzias por show) e 864 de rosas brancas (três dúzias por noite). Outros eventos - Além das apresentações do Rei, o projeto promoverá também, no dia 26 de maio, no Teatro Municipal de São Paulo, o espetáculo Elas Cantam Roberto Carlos, com a participação de 14 vozes femininas.
No dia 11 de agosto, no Ginásio do Ibirapuera, acontecerá o show Roberto Carlos Rock Symphony e, em março de 2010, no estádio do Pacaembu, o show Emoções Sertanejas. Os nomes dos músicos que participarão desses três eventos, no entanto, ainda não foram divulgados.No início de 2010, a Oca, no Parque do Ibirapuera, receberá a Expo RC 50 Anos, com curadoria de Marcello Dantas, que também foi o responsável, no ano passado, pela Bossa na Oca.
A exposição será interativa e terá 180 minutos de imagens. A pesquisa dessas imagens já está sendo feita em um material bruto de cinco mil horas de filmes, especiais de TV, programas jornalísticos e clipes.
As informações são do Jornal da Tarde.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Jane Monheit se apresenta hoje e amanhã em São Paulo

O Estadão
AE - Agencia Estado
14/04/2009


SÃO PAULO - Jane Monheit é uma daquelas figuras do mundo do jazz, como Diana Krall e John Pizzarelli, envolvidas com música brasileira, que já têm cadeira cativa na cena paulistana.

Hoje e amanhã ela volta mais uma vez a se apresentar no Bourbon Street Music Club, em São Paulo, interpretando as canções de seu álbum ''The Lovers, The Dreamers and Me'' (Universal), produzido por Matt Pierson e recém-lançado por aqui.

"Cada volta ao Brasil é espantosa, é sempre uma experiência nova, estimulante", disse a cantora por telefone de Nova York. No disco, Jane, que já gravou Ivan Lins outras vezes, incluiu outra canção do compositor, No Tomorrow (versão das mais bonitas para Acaso) e até arriscou um português em A Primeira Vez (Bide/Marçal).

Há casos de estrangeiros, como a cantora holandesa Josee Koning e da pesquisadora e escritora francesa Dominique Dreyfuss, que decidiram aprender português para melhor entender a música brasileira.

Jane, que tem o carioca Romero Lubambo entre os músicos de sua banda, não chegou a tanto, mas aprendeu a pronúncia e procurou entender o significado da letra. "Infelizmente não falo português, gostaria de estudar. Conheci A Primeira Vez por causa de uma gravação de João Gilberto, sempre ouço seus discos", diz.

"Eu sinto como se outra cantora estivesse dentro de mim quando canto em outra língua. É muito diferente."Nos shows de hoje e amanhã, Jane diz que vai interpretar várias canções no novo álbum, como Get Out of Town (Cole Porter), I?m Glad There Is You (J.Dorsey/P.Mertz), Ballad of the Sad Youg Maen (F.Landesman/T.J. Wolf Jr.) e Lucky to Me (Leonard Bernstein/B.Comden/A.Green).

Acompanhada por Rick Montalbano (bateria), Michael Kanan (piano) e Neal Miner (baixo), ela também traz no roteiro temas de outros discos e até alguns que não gravou.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Jane Monheit. Bourbon Street (400 lug.).
Rua dos Chanés, 127. Tel. (011) 5095-6100.
Hoje e amanhã, 21h30. R$ 120.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Festival de Campos do Jordão abre inscrição para bolsista

O Estadão
AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Estão abertas até 30 de março as inscrições para bolsistas do 40º Festival de Inverno de Campos do Jordão. Os interessados devem acessar o site do evento (www.festivalcamposdojordao.org.br), no qual encontrarão as informações necessárias para a inscrição.
Os aprovados terão transporte, alimentação e hospedagem gratuitos, acesso aos concertos, aulas, master classes e palestras, além de concorrerem aos prêmios Eleazar de Carvalho - bolsa de estudos em escola no exterior; e Camargo Guarnieri - R$ 15 mil para o melhor bolsista de composição e igual bonificação para aquele que mais se destacar no curso de regência.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Ator Wagner Moura canta com sua banda em São Paulo

AE - Agencia Estado
06/03/2009

SÃO PAULO - O som é uma mistura de rock com brega. Mas há pitadas de sertanejo, forró e até metal. O resultado final não é lá grande coisa, mas a banda Sua Mãe atrai a atenção da mídia porque traz nos vocais o ator baiano Wagner Moura.
Amanhã, o ator fará apresentação única, às 23h, no Studio SP, com ingressos custando R$40. A banda é composta pelos amigos de infância de Moura: Gabriel (guitarra), Leco (baterista), Serjão (baixo), Ede (guitarra base), Tangre (teclado) e Claudinho (violão).
O grupo ganhou destaque recentemente ao fazer apresentações no Prêmio Moda Brasil, gravado no Teatro Municipal de São Paulo e transmitido pelo canal Multishow.
?Queremos gravar um disco. Não é apenas uma brincadeira e não somos marinheiros de primeira viagem?, diz Claudio da Cruz David, o Claudinho. No repertório estarão canções ?dor-de-cotovelo? como Na Hora do Adeus, sucesso na voz de Reginaldo Rossi, Vou Tirar Você Desse Lugar, de Odair José, e O Côncavo e o Convexo, de Erasmo e Roberto Carlos.
No entanto, a banda também tocará composições próprias, como as músicas Clóvis e Não me Bata de Novo Com Essa Corrente, de autoria de Wagner Moura. Já a balada sertaneja Menina Malcriada, de Gabriel Carvalho e Claudinho, traz versos como ?Não durma aí, não / Venha pro quarto, travesseiro e colchão / não seja uma menina tão malcriada / que dorme na sala. As composições estão no CD demo The Very Best of The Greatest Hits of Sua Mãe.
?Não tenho nenhuma explicação original para o nome da banda. Surgiu de uma brincadeira adolescente de ficar falando da mãe do outro.? As informações são do Jornal da Tarde.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Festival Rec Beat vai até amanhã em São Paulo

O Estadão
AE - Agencia Estado
29/02/2009

SÃO PAULO - Uma "mistureba" latino-americana vinda do Recife agita a cidade neste pós-carnaval. Desde ontem, acontece no Sesc Pompeia o festival Rec Beat, evento criado na folia da capital pernambucana, em 1993, e que virou tradição por lá. Neste ano, os organizadores decidiram realizar uma edição em São Paulo, que vai até amanhã. Antonio Gutierrez, o Guti, idealizador do festival, aproveitou a passagem das bandas que compõem a festa pela cidade para apresentá-la aos paulistanos.
"Queríamos levar para fora de Recife essa grande mistura de músicas", diz.Hoje, se apresentam, a partir das 21h, o grupo Bomba Estereo, vindo da Colômbia, e também a DJ brasileira Catarina Dee Jah.
Formada em 2005, o Bomba Estereo mescla ritmos caribenhos tradicionais - como cumbia, bullerentue e champeta - com sons eletrônicos, reggae e hip hop. Já o som de Catarina é composto por uma releitura de samba, hip hop, dub e tecnobrega. Amanhã, dominam o palco o DJ brasileiro Dolores e o chileno Original Hamster, também a partir das 21h.
Hamster, outro adepto das misturas, mixa hip hop, funk, rock, techno e folk. Dolores é figurinha carimbada na cena musical de Recife: depois de trabalhar como designer gráfico, passou a remixar faixas de estrelas como Gilberto Gil e Os Tribalistas. Ontem, subiram ao palco os grupos Desorden Publico, da Venezuela, e a brasileira Júlia Says.
As informações são do Jornal da Tarde.

Quatro cantoras independentes confirmam talento em CDs

AE - Agencia Estado
27/02/2009


SÃO PAULO - A nação das cantoras tem vozes para acordar uma galáxia. Elas são muitas e estão sempre chegando. Sem pressa nem compromisso comercial, vindos do fim de 2008, ainda por "acontecer", estão aí para ser apreciados os álbuns das paulistas Dani Gurgel e Cris Aflalo, da mineira Mariana Nunes e da gaúcha Marisa Rotenberg, repletos de boas ideias. As quatro, coincidentemente, estão no segundo trabalho e confirmam o talento revelado nas promissoras estreias.
Além de trabalharem em esquema independente, todas têm em comum o fato de apostar em compositores contemporâneos seus, com uma ou outra revisão pessoal do cancioneiro de outras gerações, como fazem Mariana e Cris. Há um senso de coletividade que se expressa nas produções atuais, das quais essas cantoras são catalisadoras, e que Dani já manifesta no título de seu CD, Nosso.
Marisa Rotenberg teve a oportunidade de trabalhar no Rio. O contato com músicos cariocas e visitantes foi determinante não só para o resultado do CD Boa Hora (produzido por Gastão Villeroy e Eugênio Dale), mas para abrir seus horizontes sonoros no geral. Já o criativo Flávio Henrique é da turma de Mariana Nunes e seu nome predomina no bonito CD A Luz É Como a Água, do qual foi o produtor, arranjador e autor de algumas faixas. Cris Aflalo estreou em disco com o ótimo Só Xerêm dedicado à obra de seu avô.
Mais urbana do que regional, ela revela sua bem-vinda porção compositora em 4 das 11 faixas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Paciente de esquizofrenia inspira ator em 'Caminho'

O Estadão
AE - Agencia Estado

18/02/2009

SÃO PAULO - Ele inspirou Bruno Gagliasso a compor Tarso de Caminho das Índias. Hamilton de Jesus Assunção, 44 anos, sofreu com a repressão da época militar e hoje está em tratamento para a esquizofrenia.
Desde setembro do ano passado, ele praticamente entrou para o elenco de Glória Perez com sua história de vida e a música Sufoco da Vida, que está na trilha sonora da trama. Hamilton a compôs com o grupo que lidera, o Harmonia Enlouquece, que há sete anos luta contra a repressão psiquiátrica levando canções aos centros de reabilitação do País. O contato com Bruno Gagliasso - cujo personagem começa a demonstrar os primeiros sinais da doença - era para ser de alguns dias da semana, mas se estendeu a telefonemas quase diários.
"Hoje, ele chega a me ligar para perguntar se estou bem. Fico feliz, porque achei que ele era um cara metido e hoje me trata como um irmão", diz Hamilton.
As parcerias célebres não são exatamente novas para Hamilton. Em maio de 2007, cantou ao lado do ex-ministro Gilberto Gil a canção Maluco Beleza. Com o Harmonia, costuma tocar canções próprias que gosta de chamar de "delírios musicais". As apresentações ocorrem no Centro Psiquiátrico do Rio e em outros centros de reabilitação brasileiros.
"A gente busca ajudar pessoas através da música e mostrar que existe uma luz no fim do túnel, que no Brasil não existem apenas psiquiatras carrascos", diz o vocalista da banda, que já dividiu palco também com Ana Carolina.
As informações são do Jornal da Tarde.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Após 4 anos, Paralamas do Sucesso lança novo álbum

AE - Agencia Estado
13/02/2009

SÃO PAULO - Não é a primeira nem será a última vez que o Paralamas do Sucesso desbrava o território brasileiro.
Desta vez, com o lançamento de Brasil Afora, o trio formado por Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone escancara em letras e sons as diversas caras e etnias espalhadas pelo País. O disco vem após um silêncio de quatro anos, tempo necessário para que o grupo pudesse sair em turnê pelo Brasil, armasse um projeto na estrada com os Titãs e gravasse um especial da MTV com a banda Calypso.?
Começamos a pensar nesse álbum no início de 2007, mas logo surgiu o convite de sair em turnê com os Titãs. Não conseguimos recusar?, falou, por telefone, o baixista Bi Ribeiro. O disco traz características intrínsecas da banda nas suas 11 faixas.
Convidados como Carlinhos Brown e o produtor Liminha, velhos conhecidos do trio, também batem seu cartão. ?Até acho que poderíamos escolher um produtor que trouxesse um som mais moderno, mais novo?, desabafa Bi. ?Mas o Herbert e o João fizeram muita questão de trabalhar novamente com o Liminha. Ele nos conhece bem, dá uma segurança, é uma garantia de som bom... e mora do lado de casa. ?
De novidade, Bi fala da concepção estética do disco e videoclipe, produzidos por artistas da nova geração carioca. Já a participação de Carlinhos Brown veio naturalmente. ?Chamamos ele para compor duas músicas com a gente, para relembrar aquele momento que foi Uma Brasileira. Mas aí ele apareceu com duas canções prontas e acabamos nos apossando delas?, diverte-se o baixista. Bi fala de Sem Mais Adeus e Quanto Tempo, gravadas em Salvador, um dos locais onde o Paralamas produziu o novo trabalho - na outra ponta esteve o Rio de Janeiro.
Outro convidado que surge é Zé Ramalho, na faixa Mormaço. O encontro entre os artistas aconteceu no projeto beneficente Loucos por Música - em que dois nomes da música brasileira dividem o palco -, que cuida de pessoas com deficiência mental no Rio de Janeiro. ?A música cita a Paraíba. Lembramos de cara do Zé Ramalho. Parece que a música foi feita pra ele.?
As informações são do Jornal da Tarde.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Livro traz entrevistas históricas do Pasquim

O Estadão
11/02/2009
AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - ?O politicamente correto acabou com a boa crítica musical.? Não é bem assim, mas é quase isso.
Dos tempos em que se era possível perguntar tudo sem ter a intermediação de assessores e aspones no cangote dos artistas vem a compilação O Som do Pasquim.
Suas páginas nos brindam com entrevistas históricas de personagens que passaram pela publicação entre os anos 60 e 70.
Mas engana-se quem imagina que os artistas da época não se resguardavam de alguma maneira. Agnaldo Timóteo, em entrevista datada de 1972, levou um dicionário para a mesa redonda. ?É para procurar essas palavras difíceis que vocês falam e a gente não sabe o significado?, contra-atacou o cantor para nomes como Millôr Fernandes, Ziraldo e Jaguar.
Já o falecido Waldick Soriano (1933-2008), em sua entrevista concedida no mesmo ano, fuma, bebe e traz consigo seu advogado. Hilário. Quem compilou a edição foi o jornalista e crítico musical Tárik de Souza, que trabalhou no Pasquim. Na época, em 1976, o jovem Tárik viu nas entrevistas armadas pelo povo da redação do Pasquim uma oportunidade para lançar um livro que mostrasse um panorama da música nacional. ?
Não existiam livros sobre música na década de 70?, falou Tárik pelo telefone. Vale lembrar que o jornal chegou a vender 250 mil exemplares por semana nas bancas na década de 70.
Os climas das entrevistas são escancarados em cada parágrafo de bate-papo. Há ainda ?profetas? como Moreira da Silva, que antecipou uma música em que sonha com a ressurreição da Lapa, que naquela época era ultradecadente.
Para ler bebendo e beliscando.
As informações são do Jornal da Tarde.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Pelé faz show com Jair Rodrigues e prepara CD

O Estadão
AE - Agencia Estado
06/02/2009

SÃO PAULO - A tabelinha entre o rei do futebol e o cantor Jair Rodrigues é apenas o início de uma temporada que promete trazer o atleta Pelé para dentro dos estúdios de gravação. Na tarde de ontem, Pelé se reuniu ao cantor na produtora do amigo e maestro Ruriá Duprat para ensaiar sua participação para o show que Jair fará hoje no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. ?
O Jair é um irmão, sempre acreditou que eu poderia cantar?, fala Pelé antes de começar a cantar Cidade Grande na sala de gravações.Depois de interpretar a canção na noite de hoje, o ?cantor? Pelé reservará os próximos meses para finalizar um álbum que pretende lançar em maio do ano que vem. ?Quero gravar 10 CDs, meu número da sorte. Será um legado para a minha família?, explica. A desconfiança que atinge até o mais otimista quando Pelé cantor solta a voz é minimizada pelo próprio: ?As pessoas esquecem que eu tenho músicas gravadas com o Sergio Mendes, Wilson Simonal, Wando, Elis Regina, com o Gilberto Gil, o Jair Rodrigues. Até a Maria Alcina gravou música minha.?
Em 2006, o rei lançou o álbum Ginga na Europa, com participações de Rappin? Hood e Gilberto Gil. ?Gravei aquele jingle ABC pra campanha do Ministério da Educação. O Ruriá (a quem chama de carrasco pela dedicação) ouviu e me pediu pra levar a sério esse meu de compositor. Gravei o Ginga, mas tivemos problemas judiciais para lançar no Brasil. Agora, espero estar tudo resolvido.?
Para os próximos álbuns, Pelé ganhará a companhia de estrelas da música pop, segundo Ruriá. ?Ele tem cinco amigos que já se comprometeram a gravar com ele em algum momento: Bono, Mick Jagger, Elton John, Rod Stewart e Paul Simon?, afirma o produtor e sobrinho do lendário maestro tropicalista Rogério Duprat. ?Imagina um álbum como o Duets do Frank Sinatra com o Pelé. Seria o máximo.? ? Se eu precisasse desses cantores para fazer algum projeto, eles topariam?, diz Pelé.
Jair Rodrigues - O cantor Jair Rodrigues comemora seus 70 anos de vida e 50 de carreira em shows no Auditório Ibirapuera. Para isso, chamou amigos que dividirão o palco com ele no show Festa para um Rei Negro.
A apresentação, gratuita - que já está com os ingressos esgotados -, traz os convidados Pelé, Alcione, Chitãozinho & Xororó, Pedro Mariano, Rappin Hood, Simoninha, Max de Castro, Jorge Aragão e seus filhos Luciana Mello e Jair Oliveira.
Auditório Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 2).
Hoje (ingressos esgotados) e sábado, às 21h, e domingo, às 19h. R$: 30.
As informações são do Jornal da Tarde.