O Estadão
AE - Agencia Estado
04/05/2009
SÃO PAULO - O objetivo de todo guia turístico e cultural não é escolher os locais que a pessoa deve ir e, sim, mostrar as opções, apontar os prós e contras de cada atração, e deixar que cada um escolha o que mais agradar. O Guia Brasil Para Todos funciona desta forma, com um detalhe a mais: ele foi feito para pessoas com deficiência, seja ela física, auditiva, visual ou mental. São 320 páginas com destinos turísticos em 10 capitais brasileiras, com informações indispensáveis sobre a infraestrutura adaptada desses locais.
"O critério para os locais entrarem no guia não era ter só acessibilidade. Por exemplo, o Pelourinho, em Salvador, é um local dificílimo para quem está em uma cadeira de rodas, mas é um destino que todo turista deve visitar. Informamos que tipo de dificuldade a pessoa vai enfrentar e cabe a ela decidir se vai ou não", explica a autora, Andrea Schwarz.
Há dez anos em uma cadeira de rodas, Andrea perdeu os movimentos da perna quando tinha 22 anos, por conta de uma má formação congênita na medula. Ela conheceu seu marido, Jaques Haber, coautor da publicação, ainda na escola, antes de a doença aparecer. "Devo muito da minha superação ao apoio dele e da minha família", diz. O guia é uma espécie de continuação do trabalho que ela e o marido começaram a fazer um ano após perder os movimentos da perna. Na época, ela lançou o livro Guia SP Adaptada, que mapeou a capital paulista de acordo com a acessibilidade.
Para realizar o trabalho, Andrea recrutou nas dez capitais um repórter e um deficiente físico, que analisavam os pontos turísticos juntos. Andrea explica que os estabelecimentos em São Paulo possuem boas adaptações mas, em termos de infraestrutura pública, a melhor cidade é Curitiba. O livro não é vendido nas lojas, é preciso fazer o pedido no site do guia . Quem tem problemas visuais recebe com o livro um CD com os textos falados. O site também é adaptado para este público. O guia é gratuito e o interessado só paga o custo do frete.
As informações são do Jornal da Tarde.
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
Cartas revelam amor da filha de Mussolini por um comunista
O Estadão
18/04/2009
ELIZA A - REUTERS
ERLY - Trinta e seis cartas de amor encontradas na ilha italiana de Lipari revelaram um caso de amor ilícito entre a filha do ex-ditador fascista Benito Mussolini e um destacado resistente comunista.
Escrita em francês, inglês e italiano, a correspondência secreta inspirou um livro recém-lançado, "Edda Ciano and the Communist.
The unspeakable Passion of the Duce's Daughter"(Edda Ciano e o comunista: a paixão inefável da filha de Il Duce).
"Nada foi enfeitado", disse o autor Marcello Sorgi, que descreve seu livro como "reconstrução jornalística" do romance. Datadas de entre setembro de 1945 e abril de 1947, as cartas mapeiam o caso de amor entre a filha mais velha de Mussolini e Leonida Bongiorno, líder comunista regional e filho de um antifascista influente. Edda tinha sido casada anteriormente com Galeazzo Ciano, fascista leal que se tornou ministro do Exterior mas foi executado por seu sogro depois de afastar-se politicamente dele em julho de 1943.
Apesar dos apelos de Edda, Mussolini ordenou que Ciano fosse amarrado a uma cadeira e fuzilado. Após a queda do regime fascista, perto do final da 2a Guerra Mundial, Edda foi detida em Lipari, ao largo da Sicília. Ali ela conheceu Bongiorno ao final de uma manifestação, e ele descreveu mais tarde a aparência dela, "como uma andorinha ferida com as asas despedaçadas."
O caso de amor que se seguiu é contado nas cartas, escondidas na casa do filho de Leonida, Edoardo, juntamente com lembranças com anotações, fotos e mechas de cabelo. "Leonida tem plena consciência da contradição entre sua consciência política de comunista e resistente e seu relacionamento com a filha de Il Duce", disse Sorgi à Reuters.
"Ele parece ter justificado seu amor a ele mesmo, citando o estado precário de saúde de Edda. Como ela era a 'andorinha ferida', ele não podia abandoná-la para morrer." De acordo com as cartas, que detalham o primeiro encontro amoroso do casal no terraço da casa de Leonida, Edda, num primeiro momento, relutou em envolver-se emocionalmente. Mas, depois de ser libertada de Lipari, em junho de 1946, ela retornou a seus filhos em Roma, de onde suplicou a Leonida: "Venha viver comigo. Não desista da felicidade que Deus lhe está oferecendo." Mas Leonida já tinha conhecido sua futura mulher, Angela, e ele e Edda tiveram apenas mais um encontro, num hotel na cidade siciliana de Messina. Leonida retornou a Lipari e se casou com Angela.
Edda Ciano, que negou terminantemente ter tido qualquer envolvimento pessoal ativo com o regime fascista, morreu em Roma em 1995. Mussolini foi executado em abril de 1945, e seu corpo foi exposto ao público, pendurado, em Milão. Ele ainda é uma figura ambígua na política italiana. Rechaçado por muitos que o vêem como líder de um Estado policial racista e opressor, outros dizem que ele modernizou a Itália e sua economia.
18/04/2009
ELIZA A - REUTERS
ERLY - Trinta e seis cartas de amor encontradas na ilha italiana de Lipari revelaram um caso de amor ilícito entre a filha do ex-ditador fascista Benito Mussolini e um destacado resistente comunista.
Escrita em francês, inglês e italiano, a correspondência secreta inspirou um livro recém-lançado, "Edda Ciano and the Communist.
The unspeakable Passion of the Duce's Daughter"(Edda Ciano e o comunista: a paixão inefável da filha de Il Duce).
"Nada foi enfeitado", disse o autor Marcello Sorgi, que descreve seu livro como "reconstrução jornalística" do romance. Datadas de entre setembro de 1945 e abril de 1947, as cartas mapeiam o caso de amor entre a filha mais velha de Mussolini e Leonida Bongiorno, líder comunista regional e filho de um antifascista influente. Edda tinha sido casada anteriormente com Galeazzo Ciano, fascista leal que se tornou ministro do Exterior mas foi executado por seu sogro depois de afastar-se politicamente dele em julho de 1943.
Apesar dos apelos de Edda, Mussolini ordenou que Ciano fosse amarrado a uma cadeira e fuzilado. Após a queda do regime fascista, perto do final da 2a Guerra Mundial, Edda foi detida em Lipari, ao largo da Sicília. Ali ela conheceu Bongiorno ao final de uma manifestação, e ele descreveu mais tarde a aparência dela, "como uma andorinha ferida com as asas despedaçadas."
O caso de amor que se seguiu é contado nas cartas, escondidas na casa do filho de Leonida, Edoardo, juntamente com lembranças com anotações, fotos e mechas de cabelo. "Leonida tem plena consciência da contradição entre sua consciência política de comunista e resistente e seu relacionamento com a filha de Il Duce", disse Sorgi à Reuters.
"Ele parece ter justificado seu amor a ele mesmo, citando o estado precário de saúde de Edda. Como ela era a 'andorinha ferida', ele não podia abandoná-la para morrer." De acordo com as cartas, que detalham o primeiro encontro amoroso do casal no terraço da casa de Leonida, Edda, num primeiro momento, relutou em envolver-se emocionalmente. Mas, depois de ser libertada de Lipari, em junho de 1946, ela retornou a seus filhos em Roma, de onde suplicou a Leonida: "Venha viver comigo. Não desista da felicidade que Deus lhe está oferecendo." Mas Leonida já tinha conhecido sua futura mulher, Angela, e ele e Edda tiveram apenas mais um encontro, num hotel na cidade siciliana de Messina. Leonida retornou a Lipari e se casou com Angela.
Edda Ciano, que negou terminantemente ter tido qualquer envolvimento pessoal ativo com o regime fascista, morreu em Roma em 1995. Mussolini foi executado em abril de 1945, e seu corpo foi exposto ao público, pendurado, em Milão. Ele ainda é uma figura ambígua na política italiana. Rechaçado por muitos que o vêem como líder de um Estado policial racista e opressor, outros dizem que ele modernizou a Itália e sua economia.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Manuscritos de 'Madame Bovary' são colocados em site da web
O Estadão
16/04/2009
projeto (www.bovary.fr) levou uma década para ser concluído e custou cerca de 120 mil euros
REUTERS
ROUEN, FRANÇA - O museu de Belas Artes de Rouen, na França, anunciou na quarta-feira, 15, o lançamento de uma página da Internet dedicada ao rascunho e o manuscrito de Madame Bovary, célebre romance de Gustave Flaubert. Publicado em 1865 na Revue de Paris, Madame Bovary é um dos romances franceses mais lidos em todo o mundo, e a biblioteca municipal de Rouen, que possui o manuscrito do livro, decidiu permitir o acesso a ele "a internautas comuns e a especialistas", disse Danielle Girard, responsável pela digitalização do material.
ROUEN, FRANÇA - O museu de Belas Artes de Rouen, na França, anunciou na quarta-feira, 15, o lançamento de uma página da Internet dedicada ao rascunho e o manuscrito de Madame Bovary, célebre romance de Gustave Flaubert. Publicado em 1865 na Revue de Paris, Madame Bovary é um dos romances franceses mais lidos em todo o mundo, e a biblioteca municipal de Rouen, que possui o manuscrito do livro, decidiu permitir o acesso a ele "a internautas comuns e a especialistas", disse Danielle Girard, responsável pela digitalização do material.
Trecho do rascunho do romance colocado na web.
Foto: Reprodução
São cerca de 4.500 folhas (rascunho, reescrituras feitas por copistas, o manuscrito definitivo e correções) e mais páginas de textos recatalogados. Cerca de 650 pessoas de 12 nacionalidades diferentes, todas voluntárias, trabalharam na transcrição do texto original, dificilmente legível. Entre elas havia uma faxineira, um frentista e vários estudantes.
O projeto (www.bovary.fr) levou uma década para ser concluído e custou cerca de 120 mil euros.
Livro de Paulo Coelho sobre mundo de Cannes é lançado em inglês
O Estadão
MIKE COLLETT-WHITE - REUTERS
16/04/2009
LONDRES - Paulo Coelho diz que valores importantes se perderam na busca frenética pela fama e volta um olhar crítico sobre as celebridades num romance ambientado no meio do glamour e do brilho do festival de cinema de Cannes.
"O Vencedor Está Só" foi lançado este mês em inglês, sob o título "The Winner Stands Alone". O livro acompanha o rico empreendedor russo Igor, que também é serial killer, enquanto ele recorre a medidas extremas para reconquistar sua ex-mulher Ewa. Por meio de um elenco de personagens que incluem belíssimas modelos, magnatas do cinema, candidatas a atrizes e outros, o autor brasileiro disse que escreveu "não um thriller, mas um retrato sem retoques de onde estamos agora".
Aos 61 anos, o autor de "O Alquimista", que costuma comparecer regularmente ao festival de Cannes, se propôs a tentar entender o comportamento das pessoas que frequentam o festival. Pessoas dotadas de beleza, muito dinheiro ou as duas coisas comparecem anualmente ao resort na Riviera francesa e se digladiam para conseguir cobiçados convites para festas, perdem o sono para decidir o que vestir e sonham em ser vistas por algum olheiro e convocadas para serem a próxima revelação do mundo do entretenimento.
"Eu disse: 'Meu Deus, essas pessoas estão aqui, gastando fortunas. Cadê a diversão?' Foi essa a pergunta que eu me fiz", disse Paulo Coelho à Reuters em entrevista telefônica. "Por que elas se comportam assim? Foi esse o ponto de partida para eu escrever um livro sobre moda, celebridade e valores, porque é também um livro sobre valores."
Tendo vendido dezenas de milhões de livros, e com "O Alquimista" prestes a ser transposto para o cinema num filme produzido por Harvey Weinstein, Paulo Coelho até certo ponto faz parte do mundo que ele procura dissecar em "O Vencedor Está Só". Mas, disse ele, há uma diferença entre ganhar fama e fortuna graças a um talento ou paixão, como escrever, dirigir ou atuar, e querer a celebridade como finalidade nela mesma.
"Hoje esse virou uma espécie de doença", disse ele. "Todo o mundo quer ser famoso simplesmente para ser famoso, não porque tenha algo de importante a oferecer ou algo a compartilhar."
PERSONAGENS DESESPERADOS
"O Vencedor Está Só" faz uma descrição pouco elogiosa da celebridade, e mais especificamente de Cannes, onde um elenco de personagens desesperados revela o que realmente se passa por trás dos tapetes vermelhos, iates de luxo, roupas de grife e festas chiques. Maureen esperou três anos para conseguir ser chamada para uma reunião em Cannes com um empresário do cinema que ela espera que leve seu filme para a tela. Gabriela está empolgada porque foi convocada para um teste, e seu agente lhe manda uma mensagem de texto dizendo "aceite qualquer coisa que eles oferecerem".
A insensatez humana é exposta, e muitos sonhos são jogados por terra na medida em que poderosos procuram explorar jovens cheios de esperança de fazer sucesso. "Não sei por que eu sempre quis isso", confessa o "Astro" sem nome quando se aproxima do tapete vermelho com Gabriela. Paulo Coelho disse que se baseou em suas próprias experiências em Cannes. "O livro é 100 por cento baseado em minhas próprias experiências. É perfeitamente exato. Bom, na realidade eu nunca conheci um serial killer, mas no que diz respeito à 'máquina' de Cannes o livro é 100 por cento preciso." Ele acrescentou que, mais do que tecer uma crítica à celebridade, o livro examina o desejo das pessoas pela fama e sua disposição de seguir modismos. "Eu queria compreender. Criticar alguma coisa é fácil... mas isto não é bom nem mau, é a realidade, e eu preciso entender essa realidade."
O escritor acrescentou que seu romance, que trata da "superclasse" de poderosos e ricos que são invejados por todos os outros, seria muito diferente se tivesse sido escrito após a crise financeira. "Provavelmente teria sido outro livro", disse ele.
As primeiras resenhas de "The Winner Stands Alone", lançado pela HarperCollins em abril, vêm sendo desiguais. O Financial Times menciona "a análise risivelmente simplista que Paulo Coelho faz das estruturas sociais contemporâneas", e o Washington Post conclui que a vaidade exposta em Cannes "não é tão ruim assim". "
É a condição humana, afinal."
MIKE COLLETT-WHITE - REUTERS
16/04/2009
LONDRES - Paulo Coelho diz que valores importantes se perderam na busca frenética pela fama e volta um olhar crítico sobre as celebridades num romance ambientado no meio do glamour e do brilho do festival de cinema de Cannes.
"O Vencedor Está Só" foi lançado este mês em inglês, sob o título "The Winner Stands Alone". O livro acompanha o rico empreendedor russo Igor, que também é serial killer, enquanto ele recorre a medidas extremas para reconquistar sua ex-mulher Ewa. Por meio de um elenco de personagens que incluem belíssimas modelos, magnatas do cinema, candidatas a atrizes e outros, o autor brasileiro disse que escreveu "não um thriller, mas um retrato sem retoques de onde estamos agora".
Aos 61 anos, o autor de "O Alquimista", que costuma comparecer regularmente ao festival de Cannes, se propôs a tentar entender o comportamento das pessoas que frequentam o festival. Pessoas dotadas de beleza, muito dinheiro ou as duas coisas comparecem anualmente ao resort na Riviera francesa e se digladiam para conseguir cobiçados convites para festas, perdem o sono para decidir o que vestir e sonham em ser vistas por algum olheiro e convocadas para serem a próxima revelação do mundo do entretenimento.
"Eu disse: 'Meu Deus, essas pessoas estão aqui, gastando fortunas. Cadê a diversão?' Foi essa a pergunta que eu me fiz", disse Paulo Coelho à Reuters em entrevista telefônica. "Por que elas se comportam assim? Foi esse o ponto de partida para eu escrever um livro sobre moda, celebridade e valores, porque é também um livro sobre valores."
Tendo vendido dezenas de milhões de livros, e com "O Alquimista" prestes a ser transposto para o cinema num filme produzido por Harvey Weinstein, Paulo Coelho até certo ponto faz parte do mundo que ele procura dissecar em "O Vencedor Está Só". Mas, disse ele, há uma diferença entre ganhar fama e fortuna graças a um talento ou paixão, como escrever, dirigir ou atuar, e querer a celebridade como finalidade nela mesma.
"Hoje esse virou uma espécie de doença", disse ele. "Todo o mundo quer ser famoso simplesmente para ser famoso, não porque tenha algo de importante a oferecer ou algo a compartilhar."
PERSONAGENS DESESPERADOS
"O Vencedor Está Só" faz uma descrição pouco elogiosa da celebridade, e mais especificamente de Cannes, onde um elenco de personagens desesperados revela o que realmente se passa por trás dos tapetes vermelhos, iates de luxo, roupas de grife e festas chiques. Maureen esperou três anos para conseguir ser chamada para uma reunião em Cannes com um empresário do cinema que ela espera que leve seu filme para a tela. Gabriela está empolgada porque foi convocada para um teste, e seu agente lhe manda uma mensagem de texto dizendo "aceite qualquer coisa que eles oferecerem".
A insensatez humana é exposta, e muitos sonhos são jogados por terra na medida em que poderosos procuram explorar jovens cheios de esperança de fazer sucesso. "Não sei por que eu sempre quis isso", confessa o "Astro" sem nome quando se aproxima do tapete vermelho com Gabriela. Paulo Coelho disse que se baseou em suas próprias experiências em Cannes. "O livro é 100 por cento baseado em minhas próprias experiências. É perfeitamente exato. Bom, na realidade eu nunca conheci um serial killer, mas no que diz respeito à 'máquina' de Cannes o livro é 100 por cento preciso." Ele acrescentou que, mais do que tecer uma crítica à celebridade, o livro examina o desejo das pessoas pela fama e sua disposição de seguir modismos. "Eu queria compreender. Criticar alguma coisa é fácil... mas isto não é bom nem mau, é a realidade, e eu preciso entender essa realidade."
O escritor acrescentou que seu romance, que trata da "superclasse" de poderosos e ricos que são invejados por todos os outros, seria muito diferente se tivesse sido escrito após a crise financeira. "Provavelmente teria sido outro livro", disse ele.
As primeiras resenhas de "The Winner Stands Alone", lançado pela HarperCollins em abril, vêm sendo desiguais. O Financial Times menciona "a análise risivelmente simplista que Paulo Coelho faz das estruturas sociais contemporâneas", e o Washington Post conclui que a vaidade exposta em Cannes "não é tão ruim assim". "
É a condição humana, afinal."
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Livro traz 77 artistas da arte contemporânea do País
O Estado de São Paulo
AE - Agencia Estado
18/02/2008
SÃO PAULO - O crítico carioca Paulo Sérgio Duarte traz em seu livro Arte Brasileira Contemporânea (Sílvia Roesler Edições de Arte/Opus Investimentos, 300 págs., R$ 150), uma espécie de "quem é quem" na arte contemporânea brasileira.
De uma lista inicial de 300 nomes, entre artistas jovens ou veteranos de sua geração - Duarte tem 63 anos e longa carreira como diretor de importantes instituições como a Funarte - ele escolheu 77 artistas que testemunham o que a arte brasileira tem de melhor: sua diversidade. Dessa lista não constam artistas seminais.
Afinal, não se trata de um catálogo, mas apenas de um recorte. Dificilmente outro crítico de renome viria a contestar o valor de seus eleitos: da turma que já ultrapassou a barreira dos 50 anos fazem parte, entre outros, Antonio Dias, Antonio Manuel, Arthur Barrio, Carlos Zilio, Carmela Gross, Cildo Meireles, Iole de Freitas, José Resende, Miguel Rio Branco, Nuno Ramos, Paulo Pasta e Tunga. Na turma que ainda não passou dos 40 estão a paulistana Laura Vinci e a paraibana Oriana Duarte.
O livro de Duarte vem acompanhado de um CD-ROM e um DVD, justamente por não se tratar de uma edição para especialistas. Como reconhece o crítico, seu texto ?oscila entre um tom professoral e um passeio informal? pela arte contemporânea. No CD-ROM estão 15 entrevistas com teóricos, críticos e curadores.
No DVD, dirigido pelo cineasta Murilo Salles, o leitor é convidado a visitar templos da arte contemporânea (como o Instituto Cultural Inhotim, em Minas Gerais, que abriga a coleção Bernardo Paz) e ainda ganha nos extras vídeos de artistas como Laura Erber (1979), Marcelo Cidade (1979), Thiago Rocha Pitta (1980) e Mariana Manhães (1977).
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
AE - Agencia Estado
18/02/2008
SÃO PAULO - O crítico carioca Paulo Sérgio Duarte traz em seu livro Arte Brasileira Contemporânea (Sílvia Roesler Edições de Arte/Opus Investimentos, 300 págs., R$ 150), uma espécie de "quem é quem" na arte contemporânea brasileira.
De uma lista inicial de 300 nomes, entre artistas jovens ou veteranos de sua geração - Duarte tem 63 anos e longa carreira como diretor de importantes instituições como a Funarte - ele escolheu 77 artistas que testemunham o que a arte brasileira tem de melhor: sua diversidade. Dessa lista não constam artistas seminais.
Afinal, não se trata de um catálogo, mas apenas de um recorte. Dificilmente outro crítico de renome viria a contestar o valor de seus eleitos: da turma que já ultrapassou a barreira dos 50 anos fazem parte, entre outros, Antonio Dias, Antonio Manuel, Arthur Barrio, Carlos Zilio, Carmela Gross, Cildo Meireles, Iole de Freitas, José Resende, Miguel Rio Branco, Nuno Ramos, Paulo Pasta e Tunga. Na turma que ainda não passou dos 40 estão a paulistana Laura Vinci e a paraibana Oriana Duarte.
O livro de Duarte vem acompanhado de um CD-ROM e um DVD, justamente por não se tratar de uma edição para especialistas. Como reconhece o crítico, seu texto ?oscila entre um tom professoral e um passeio informal? pela arte contemporânea. No CD-ROM estão 15 entrevistas com teóricos, críticos e curadores.
No DVD, dirigido pelo cineasta Murilo Salles, o leitor é convidado a visitar templos da arte contemporânea (como o Instituto Cultural Inhotim, em Minas Gerais, que abriga a coleção Bernardo Paz) e ainda ganha nos extras vídeos de artistas como Laura Erber (1979), Marcelo Cidade (1979), Thiago Rocha Pitta (1980) e Mariana Manhães (1977).
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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sábado, 14 de fevereiro de 2009
Autor de 'Código Da Vinci' vê seu próprio segredo ser revelado
O Estadão
ALEX DOBUZINSKIS - REUTERS
14/02/2009
LOS ANGELES - O autor do livro "O Código Da Vinci", Dan Brown, ganha a vida desvendando segredos, mas na quinta-feira um de seus próprios segredos foi revelado por um colaborador próximo, que anunciou que o próximo livro do escritor já está pronto.
O programa de TV "Entertainment Tonight", que divulga notícias sobre celebridades, disse que o diretor de cinema Ron Howard lhe revelou em entrevista que Dan Brown já completou seu terceiro livro baseado no personagem fictício do simbologista de Harvard Robert Langdon. Ron Howard dirigiu a adaptação de "Código Da Vinci" para o cinema, em 2006, com Tom Hanks no papel de Langdon.
Mas, no final do dia, uma porta-voz da editora de Dan Brown, Doubleday, disse apenas que o escritor "está fazendo grande progresso", não chegando a confirmar ou desmentir a notícia dada por Howard. "Ainda não temos um título ou data de publicação a divulgar", disse a porta-voz Suzanne Herz.
A Doubleday é uma unidade da Bertelsmann AG. Desde o lançamento de "O Código Da Vinci", em 2003, os fãs de Brown aguardam ansiosos pelo próximo livro sobre Robert Langdon. A notícia de que o livro estaria pronto poderia significar sua chegada às livrarias em pouco tempo. "O Código Da Vinci" vendeu mais de 70 milhões de cópias e liderou listas dos livros mais vendidos em todo o mundo. Mas provocou ultraje do Vaticano e de alguns católicos, devido à sua trama fictícia envolvendo conspirações e a Igreja Católica.
Ron Howard falou ao "Entertainment Tonight" em Genebra no set de filmagens de "Anjos e Demônios", outro filme baseado num romance de Dan Brown e com Tom Hanks no papel de Langdon.
O filme está previsto para estrear em 15 de maio. Howard disse que ainda não leu o último livro concluído por Brown, mas que não vê a hora de fazê-lo. Outros veículos de mídia já disseram que o próximo livro de Brown tem o título provisório de "The Solomon Key" (A chave de Salomão) e que a história acontece em Washington e gira em torno da maçonaria.
ALEX DOBUZINSKIS - REUTERS
14/02/2009
LOS ANGELES - O autor do livro "O Código Da Vinci", Dan Brown, ganha a vida desvendando segredos, mas na quinta-feira um de seus próprios segredos foi revelado por um colaborador próximo, que anunciou que o próximo livro do escritor já está pronto.
O programa de TV "Entertainment Tonight", que divulga notícias sobre celebridades, disse que o diretor de cinema Ron Howard lhe revelou em entrevista que Dan Brown já completou seu terceiro livro baseado no personagem fictício do simbologista de Harvard Robert Langdon. Ron Howard dirigiu a adaptação de "Código Da Vinci" para o cinema, em 2006, com Tom Hanks no papel de Langdon.
Mas, no final do dia, uma porta-voz da editora de Dan Brown, Doubleday, disse apenas que o escritor "está fazendo grande progresso", não chegando a confirmar ou desmentir a notícia dada por Howard. "Ainda não temos um título ou data de publicação a divulgar", disse a porta-voz Suzanne Herz.
A Doubleday é uma unidade da Bertelsmann AG. Desde o lançamento de "O Código Da Vinci", em 2003, os fãs de Brown aguardam ansiosos pelo próximo livro sobre Robert Langdon. A notícia de que o livro estaria pronto poderia significar sua chegada às livrarias em pouco tempo. "O Código Da Vinci" vendeu mais de 70 milhões de cópias e liderou listas dos livros mais vendidos em todo o mundo. Mas provocou ultraje do Vaticano e de alguns católicos, devido à sua trama fictícia envolvendo conspirações e a Igreja Católica.
Ron Howard falou ao "Entertainment Tonight" em Genebra no set de filmagens de "Anjos e Demônios", outro filme baseado num romance de Dan Brown e com Tom Hanks no papel de Langdon.
O filme está previsto para estrear em 15 de maio. Howard disse que ainda não leu o último livro concluído por Brown, mas que não vê a hora de fazê-lo. Outros veículos de mídia já disseram que o próximo livro de Brown tem o título provisório de "The Solomon Key" (A chave de Salomão) e que a história acontece em Washington e gira em torno da maçonaria.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Livro traz entrevistas históricas do Pasquim
O Estadão
11/02/2009
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - ?O politicamente correto acabou com a boa crítica musical.? Não é bem assim, mas é quase isso.
Dos tempos em que se era possível perguntar tudo sem ter a intermediação de assessores e aspones no cangote dos artistas vem a compilação O Som do Pasquim.
Suas páginas nos brindam com entrevistas históricas de personagens que passaram pela publicação entre os anos 60 e 70.
Mas engana-se quem imagina que os artistas da época não se resguardavam de alguma maneira. Agnaldo Timóteo, em entrevista datada de 1972, levou um dicionário para a mesa redonda. ?É para procurar essas palavras difíceis que vocês falam e a gente não sabe o significado?, contra-atacou o cantor para nomes como Millôr Fernandes, Ziraldo e Jaguar.
Já o falecido Waldick Soriano (1933-2008), em sua entrevista concedida no mesmo ano, fuma, bebe e traz consigo seu advogado. Hilário. Quem compilou a edição foi o jornalista e crítico musical Tárik de Souza, que trabalhou no Pasquim. Na época, em 1976, o jovem Tárik viu nas entrevistas armadas pelo povo da redação do Pasquim uma oportunidade para lançar um livro que mostrasse um panorama da música nacional. ?
Não existiam livros sobre música na década de 70?, falou Tárik pelo telefone. Vale lembrar que o jornal chegou a vender 250 mil exemplares por semana nas bancas na década de 70.
Os climas das entrevistas são escancarados em cada parágrafo de bate-papo. Há ainda ?profetas? como Moreira da Silva, que antecipou uma música em que sonha com a ressurreição da Lapa, que naquela época era ultradecadente.
Para ler bebendo e beliscando.
As informações são do Jornal da Tarde.
11/02/2009
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - ?O politicamente correto acabou com a boa crítica musical.? Não é bem assim, mas é quase isso.
Dos tempos em que se era possível perguntar tudo sem ter a intermediação de assessores e aspones no cangote dos artistas vem a compilação O Som do Pasquim.
Suas páginas nos brindam com entrevistas históricas de personagens que passaram pela publicação entre os anos 60 e 70.
Mas engana-se quem imagina que os artistas da época não se resguardavam de alguma maneira. Agnaldo Timóteo, em entrevista datada de 1972, levou um dicionário para a mesa redonda. ?É para procurar essas palavras difíceis que vocês falam e a gente não sabe o significado?, contra-atacou o cantor para nomes como Millôr Fernandes, Ziraldo e Jaguar.
Já o falecido Waldick Soriano (1933-2008), em sua entrevista concedida no mesmo ano, fuma, bebe e traz consigo seu advogado. Hilário. Quem compilou a edição foi o jornalista e crítico musical Tárik de Souza, que trabalhou no Pasquim. Na época, em 1976, o jovem Tárik viu nas entrevistas armadas pelo povo da redação do Pasquim uma oportunidade para lançar um livro que mostrasse um panorama da música nacional. ?
Não existiam livros sobre música na década de 70?, falou Tárik pelo telefone. Vale lembrar que o jornal chegou a vender 250 mil exemplares por semana nas bancas na década de 70.
Os climas das entrevistas são escancarados em cada parágrafo de bate-papo. Há ainda ?profetas? como Moreira da Silva, que antecipou uma música em que sonha com a ressurreição da Lapa, que naquela época era ultradecadente.
Para ler bebendo e beliscando.
As informações são do Jornal da Tarde.
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