Mostrando postagens com marcador FILME. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador FILME. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Novo filme 'Star Trek' quer surpreender novos e velhos fãs

O Estadão
06/05/2009

Longa baseado em cinco seriados de tevê e dez filmes em cerca de 40 anos chega aos cinemas nesta sexta-feira

FRANK SIMONS - REUTERS

LOS ANGELES - Quando o diretor J.J. Abrams idealizou o novo filme "Star Trek" ("Jornada nas Estrelas"), ele pensou no prólogo do seriado original de tevê, e pelo menos uma pessoa crucial aprovou: o comandante Spock. Para os novos "trekkies" (os fãs de "Jornada nas Estrelas") -- e é provável que surjam muitos mais quando o filme chegar aos cinemas dos EUA na sexta-feira -- o seriado de tevê dos anos 1960 começou com um prólogo sobre as viagens da nave espacial Enterprise e sua tripulação, que "se aventurava onde ninguém nunca antes esteve", na "fronteira final" do espaço.

Para reacender a chama da franquia que gerou cinco seriados de tevê e dez filmes ao longo de aproximadamente 40 anos, Abrams fez exatamente isso -- aventurou-se onde nenhum contador de histórias de "Jornada nas Estrelas" se aventurara antes, contando a história de como o capitão James T. Kirk, o Dr. "Bones" McCoy e o vulcano Spock se tornaram tripulantes da nave Enterprise.

Mas modificar o "cânone" -- os fatos e personagens que formam a mitologia de "Star Trek" -- pode deixar multidões de "trekkies" antigos pensando que Abrams fez algo "altamente ilógico", como poderia ter dito Spock. O antigo Spock, Leonard Nimoy, discorda. "O cânone só é importante para certas pessoas porque elas se aferram ao conhecimento das minúcias", disse Nimoy à Reuters. "Abra sua mente! Seja fã de 'Star Trek', abra sua mente e pergunte 'para onde Star Trek quer me conduzir agora?'."

Para onde o público será conduzido? O caminho para a frente conduz ao passado. O público descobrirá que o confiante capitão Kirk (Chris Pine) foi um "bad boy" brigão do Iowa que entrou para a Academia Star Fleet e venceu o teste do simulador "impossível de derrotar" idealizado pelo jovem Spock (Zachary Quinto). Juntamente com os tripulantes McCoy, Nyota Uhura, Hikaru Sulu, Pavel Chekov e o engenheiro Scotty, eles embarcam na Enterprise como jovens em sua primeira aventura espacial.

Produzido pela Paramount Pictures, o filme avança em velocidade total. A tripulação enfrenta o vilão Nero (Eric Bana), que vive de olho no mal.

"Grande trabalho"

Leonard Nimoy está com 78 anos e é o único ator do seriado original de tevê e dos filmes "Jornada nas Estrelas" a também ter um papel no novo "Star Trek." Ele representa Spock Prime, que ajuda a deslanchar o novo futuro.

Nimoy não poupou elogios a Quinto, de 31 anos, por levar Spock em uma nova direção. Ele começa por desprezar Kirk, mas o homem que se tornará seu capitão acaba conquistando seu respeito. "Eu não poderia ter feito melhor que ele", disse Nimoy. "Ele fez um grande trabalho."

Depois de mais de 40 anos, Nimoy parece estar à vontade com o personagem de quem, no passado, chegou a querer se distanciar. Ele chegou a escrever um livro intitulado "I Am Not Spock" (Eu Não Sou Spock), mas mais tarde lançou outro, "I Am Spock" (Eu Sou Spock).

Nimoy contou que se sentia "preparado para representar o personagem velho e sábio que oferece um pouco de ajuda aos jovens". "Bem resolvido, à vontade com ele mesmo... O Spock que representei neste filme é bastante fiel a mim mesmo. É mais ou menos representativo do ponto em que estou na minha vida."

Para saber se os fãs vão aderir ao novo "Star Trek" será preciso aguardar a estreia comercial do filme, na sexta, mas entre os comentários lidos no site www.trekspace.org havia o seguinte de Ben J. Grimm: "Eu simplesmente me RECUSO a apoiar a Paramount na DEGRADAÇÃO que fez de meu amado STAR TREK."

Então Grimm pode se decepcionar com as primeiras resenhas, porque "Star Trek" vem ganhando críticas altamente positivas. O filme recebeu escore 100 por cento positivo no site rottentomatoes.com, que agrega resenhas. Para o jornal Hollywood Reporter, "todos os personagens já conhecidos são instantaneamente identificáveis, e o filme possibilita à Paramount Pictures infundir vida nova a sua franquia."

sábado, 18 de abril de 2009

Otimista e enxuto, Festival Tribeca quer servir de inspiração

O Estadão
18/04/2009

MICHELLE NICHOLS - REUTERS

NOVA YORK - O Festival de Cinema Tribeca começará nesta quarta-feira, ofuscado por uma recessão nos EUA que reduziu em quase um terço os filmes que serão mostrados, mas, para tentar animar o público, os organizadores escolheram filmes mais otimistas para rechear a programação.

O festival nova-iorquino tradicionalmente exibe filmes que tratam de questões globais difíceis, mas desta vez, segundo seus fundadores, Robert De Niro e Jane Rosenthal, foi feito um esforço especial para alegrar o clima. "Em tempos difíceis, mais pessoas gostam de ir ao cinema, e procuramos programar filmes mais leves para que as pessoas possam rir um pouco", disse Rosenthal à Reuters em entrevista dada ao lado do ator premiado Robert De Niro, antes da oitava edição anual do festival.

"Há um equilíbrio, mas procuramos um pouco mais comédias", disse ela. "Há um tema recorrente em todos os filmes este ano, quer sejam comédias, documentários, narrativas ou curtas: a sobrevivência."

O festival teve problemas de patrocínio, tendo perdido o apoio da General Motors, que está sobrevivendo com bilhões de dólares em empréstimos do governo. Mas fechou um contrato de três anos com a Heineken e conseguiu outros patrocinadores.

"O festival está mais enxuto. As coisas têm sido difíceis", comentou Rosenthal. "Mas acho que será um ótimo festival, porque as dificuldades sempre nos obrigam a procurar soluções mais criativas." Devido à crise financeira, disse ela, é mais importante que nunca que o festival se mantenha fiel a uma de suas metas originais: levar o maior número possível de cineastas para o público mais amplo possível, através de eventos gratuitos, incluindo sessões ao ar livre, uma feira de rua e debates.

"Esperamos proporcionar um pouco de inspiração, de esperança e algumas risadas", disse Rosenthal, que fundou o festivalcom De Niro e seu marido, Criag Hatkoff, para tentar injetar nova vida no centro de Manhattan depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 contra o World Trade Center.

Desde sua criação, em 2002, o festival já atraiu mais de 2 milhões de visitantes, gerou mais de 530 milhões de dólares em atividade econômica para Nova York e exibiu mais de 1.100 filmes de 80 países. Este ano, Woody Allen vai abrir o festival com a première mundial de sua comédia "Whatever Works", com Larry David. O festival será encerrado com outra comédia, "My Life in Ruins", estrelada por Nia Vardalos e Richard Dreyfuss.

Serão exibidos 85 longas de 32 países. Os filmes foram escolhidos de uma lista de mais de 2.200 trabalhos propostos.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Documentário revê assassinato da freira Dorothy Stang

O Estadão
17/04/2009

Toda história da morte da religiosa, ativa militante de direitos humanos, é analisada em 'Mataram a irmã Dorothy'

REUTERS - REUTERS
SÃO PAULO - O assassinato da freira Dorothy Stang, de 73 anos, em fevereiro de 2005, voltou às manchetes dos jornais nos últimos dias, quando o acusado de ser o mandante do crime, o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o "Bida", foi enviado novamente à prisão.

Veja também:
Trailer de 'Mataram a irmã Dorothy' Toda a história da morte da religiosa, uma ativa militante de direitos humanos, é analisada no documentário Mataram a irmã Dorothy, do diretor norte-americano Daniel Junge, estreando nesta sexta-feira em quatro capitais do país - São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belém.
Resultado de um trabalho de pesquisa de três anos, o filme recupera a trajetória da freira Dorothy Mae Stang, nascida em Ohio, naturalizada brasileira e que dedicou as quatro décadas em que viveu no Brasil - desde 1967 - à luta pelos direitos de pequenos agricultores e sem-terra.
Junto com outros religiosos da companhia Notre-Dame, ela apoiava especialmente o Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS), que prevê o assentamento de famílias em terras da Amazônia destinadas pelo governo federal. A filosofia do projeto impõe a conciliação de uma utilização reduzida da floresta combinada com a agricultura familiar, esta última em não mais de 20% do terreno.
A atuação da irmã Dorothy nos arredores do município de Anapu (PA) custou-lhe a vida, em 2005, quando os pistoleiros Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Batista supostamente foram ao seu encontro, descarregando sete tiros à queima-roupa, um deles na cabeça da religiosa. Na ocasião, ela carregava, como de hábito, uma Bíblia em sua mochila e chegara a recitar aos seus matadores alguns versículos do evangelho de São Mateus.
Segundo o processo na Justiça paraense, os pistoleiros teriam sido contratados por Amair Feijoli, o "Tato", a mando de Bida e, suspeita-se, também de Regivaldo Freire Galvão, que ainda não foi julgado.
Segundo o documentário, o foco da discórdia com a irmã foi o lote 55, uma área de floresta virgem compreendendo 3.000 hectares que já estariam destinados ao PDS mas teriam sido grilados e vendidos por Galvão a Bida. Depois do crime, o governo federal garantiu a posse do lote pelo PDS. Um preço de sangue alto demais, pago pela religiosa, e infelizmente não só por ela.
No filme, recorda-se que, em 30 anos, houve 750 mortes por conflitos de terra na região, sendo que apenas sete suspeitos foram julgados. Quando Mataram a irmã Dorothy foi concluído, em 2008, nenhum destes sete estava na prisão.
O documentário é altamente revelador dos bastidores do funcionamento da Justiça do Brasil. Falam por si mesmas as imagens da concessão de um habeas corpus para Regivaldo Freire Galvão no Supremo Tribunal Federal e as sucessivas chicanas jurídicas nos julgamentos dos implicados na morte da irmã Dorothy no Pará, onde o empenhado procurador Felício Pontes parece, infelizmente, uma voz quase solitária.
(Neusa Barbosa, do Cineweb)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Iron Maiden vai chegar aos cinemas com 'Iron Maiden: Flight 666'

O Estadão
DEAN GOODMAN - REUTERS
16/04/2009

LOS ANGELES - A roupa é incomum para o vocalista de uma banda de heavy metal. O vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson, está andando por um aeroporto parecendo um nerd, trajando camisa social branca de mangas curtas e gravata preta.
Se ele parece um piloto de linha aérea, é por uma razão: ele é um piloto de linha aérea. Quando não está percorrendo palcos cantando "2 Minutes to Midnight" ou "The Number of the Beast" em sua voz de cantor de ópera, o roqueiro de 50 anos pilota grandes aviões de passageiros para uma empresa britânica de voos fretados.
Frequentemente Dickinson curte suas duas paixões ao mesmo tempo, como pode ser visto no documentário de turnê "Iron Maiden: Flight 666", que mostra a banda e sua equipe voando num Boeing 757 adaptado para eles para 11 países em 45 dias.
O filme vai aterrissar nos cinemas de 45 países em 21 de abril e sairá em DVD um mês depois. Em março, conquistou o prêmio de melhor documentário de música no Festival de Cinema South By Southwest, no Texas, Dickinson foi um dos quatro pilotos que trabalhou na turnê de 2008 e vestiu-se a caráter quando foi sua vez de pilotar - para a consternação de seus colegas de banda menos estilosos. "Passei duas semanas sem conseguir me conformar com isso", contou o baterista Michael "Nicko" McBrain.
Alguns dos passageiros tinham preocupações mais sérias, perguntando-se se Dickinson era de fato um bom piloto. "No primeiro dia em que ele decolou, ficamos nervosos. Eu mesmo fiquei preocupado", contou Scot McFadyen, que co-dirigiu o filme com o também canadense Sam Dunn. "Mas, depois de 20 mil milhas no ar, a gente relaxou. As aterrissagens dele foram as melhores entre os quatro pilotos." VENERADOS NA AMÉRICA LATINA "Flight 666" acompanha a banda em sua turnê mundial "Somewhere Back in Time", que passou pela Índia, Austrália, Japão, Estados Unidos e Canadá.
Mas a grande diversão na primeira parte da viagem de um ano começa na América Latina, onde seus integrantes são venerados como se fossem astros do futebol. O Iron Maiden apresentou-se na Colômbia e Costa Rica pela primeira vez, levando fãs a abandonar seus empregos para assistir aos shows e convertendo "macho men" em fãs emocionados.
A banda também provocou pandemônio no Brasil, Argentina e Chile. Os documentários sobre turnês de bandas de rock geralmente sofrem de uma mesmice inevitável: outro dia, outra apresentação, outro país. Fãs desvairados, músicos de ressaca e muitas imagens de concertos. McFadyen e Dunn tinham consciência desse problema e enfrentaram outro desafio. O Iron Maiden costuma rejeitar pessoas de fora.
A banda britânica já vendeu 70 milhões de álbuns desde 1980, em grande medida sem a ajuda de rádios ou da grande mídia.
"De um modo geral, ela sempre desconfiou de qualquer abordagem da mídia de massas", disse Dunn, que virou fã do Iron Maiden quando tinha 12 anos.
"A banda sempre trabalhou do jeito dela. Romper esse padrão, como banda bem sucedida, é difícil. Para quê ela precisaria de nós?" Dickinson e McBrain deixam claro que se sentiram à vontade com a equipe de filmagem, composta de sete pessoas. Seus colegas, incluindo o baixista e líder da banda Steve Harris, levaram mais tempo para aceitar a presença de estranhos. Os cineastas se aproximaram do guitarrista Adrian Smith, avesso a contatos, porque todos gostavam de jogar tênis. Outro guitarrista, Janick Gers, os ignorou até a última semana das filmagens. "Agora ele virou nosso amigo", contou McFadyen.
"Acho que agora já viramos parte da família." McFadyen e Dunn, que chamaram a atenção pela primeira vez em 2005 com o documentário "Metal: A Headbanger's Journey", agora estão empenhados em retratar outra banda de rock insuficientemente apreciada, o trio canadense Rush.
Enquanto isso, o Iron Maiden encerrou sua turnê mundial em abril e vai voltar ao estúdio em janeiro para gravar seu 15 álbum feito em estúdio, contou McBrain.
Uma outra turnê está sendo prevista para começar no final do ano e estender-se até 2010.

ESTREIA-Talento de Lília Cabral sustenta interesse em 'Divã'

O Estadão
REUTERS
16/04/2009

SÃO PAULO - Mercedes (Lília Cabral) é uma mulher madura. Casada, mãe de dois filhos, dá aulas particulares de matemática, mas sua vocação é mesmo ser pintora -- ao menos é o que ela pensa. A vida vai bem, mas sua insistência em fazer análise resulta no longa "Divã", que estreia em circuito nacional, baseado na peça de teatro homônima. Muito ajuda o fato de Mercedes, tanto no teatro, quando no cinema, ser vivida por Lília Cabral -- mais conhecida por seus trabalhos na tevê, como na recente novela "A Favorita", no qual interpretou Catharina, uma mulher que apanhava do marido. Logo nas primeiras cenas, a atriz ganha a simpatia e confiança do público com seu sorriso fácil e sincero. Ainda assim, o filme parece não estar à altura da intérprete.
"Divã" é dirigido por José Alvarenga Jr (da série e do filme "Os Normais") a partir do roteiro de Marcelo Saback, que também assina a peça, baseada num livro de Martha Medeiros. Porém, há pouco de cinema na tela. O filme mais parece um episódio alongado de uma sitcom -- em que toda cena precisa terminar com uma piadinha, muitas delas sem qualquer graça ou real necessidade.
"Divã" parte do princípio que todas as pessoas tem uma vida interior interessante. Assim, por mais comum que Mercedes possa parecer, há algo dentro dela que vale a pena ser compartilhado com o público. Ela é uma daquelas mulheres que sempre se colocou em segundo plano em favor do marido (José Mayer) e dos filhos, e só agora percebe que desperdiçou sua vida. Planejando não perder mais tempo, acaba arrumando um amante mais jovem (Reynaldo Gianecchini, de "Entre Lençóis"), e vive seus melhores momentos, descobrindo prazeres novos, como sexo sem compromisso, e até ilícitos, como a maconha.
Curiosamente, ao longo do filme, o processo de autodescoberta sempre envolve um homem mais novo -- além de Gianecchini, ela também tem um caso com o personagem de Cauã Reymond (de "Falsa Loura"). O entusiasmo das novidades, porém, dura pouco. Custa à personagem perceber que só estará bem com o mundo quando estiver bem consigo mesma .
Há também a melhor amiga Mônica (Alexandra Richter), sempre insegura em relação ao marido e excessivamente ciumenta, cujo destino irá afetar profundamente a forma como Mercedes encara a vida.
Tudo isso é contado ao seu analista, que nunca aparece em cena. É como se o público fosse essa pessoa que ouve as aventuras e desventuras de Mercedes. A origem teatral e sua trama fazem lembrar o filme "Shirley Valentine" (1989), que contava também uma história feminista de autodescoberta -- mas neste a protagonista (Pauline Collins) falava diretamente ao público. (Por Alysson Oliveira, do Cineweb)
* As opiniões são responsabilidade do Cineweb

Warner adianta lançamento de Harry Potter nos EUA

O Estadão
REUTERS
16/04/2009


LOS ANGELES (Hollywood Reporter) - Os distribuidores de filmes continuam usando de todos os meios para conseguir uma boa posição nas bilheterias somente semanas antes do início da temporada de verão das bilheterias nos Estados Unidos.
Nas duas últimas manobras, a Warner Bros. mudou a posição de "Harry Potter e o Enigma do Príncipe" para uma exibição nacional no meio da semana no dia 15 de julho, e a Universal mudou outro grande lançamento para o último mês do verão no hemisfério norte, encaixando para o dia 14 de agosto o filme de terror "A Perfect Getaway".
A Warner inicialmente estava pronta para exibir a última sequência de "Harry Potter" em novembro do ano passado, antes de adiá-lo até 17 de julho. O mais novo filme -- que estreará numa quarta-feira -- segue o padrão estabelecido pelo estúdio para os filmes da série que estreiam no verão dos Estados Unidos.
"Nós queremos apenas esperar para observar o ambiente competitivo antes de fazer isto", disse o presidente da Warner Bros., Dan Fellman. "Mas a última exibição de abertura arrecadou 44 milhões de dólares em uma quarta-feira, então não há razão para não fazer isto neste dia da semana".
"Harry Potter e a Ordem da Fênix" foi exibido em julho de 2007 e faturou 77,1 milhões de dólares em seus primeiros cinco dias. Por fim, arrecadou 292 milhões de dólares nos EUA. "A Perfect Getaway", que ainda não teve sua estreia agendada, está pronto para competir contra uma grandes lançamentos no meio de agosto. Estes incluem a adaptação literária da Warner "The Time Traveler's Wife", o filme de ficção científica da Sony "District 9", a comédia adolescente da Summit "Bandslam", e o filme de carros da Paramount "The Goods: The Don Ready Story".
O presidente de distribuição da Universal, Nikki Rocco, disse que os lançamentos concorrentes alcançam diferentes públicos e não são uma preocupação.
"Nós provavelmente teremos um filme de ação no caminho", disse Rocco.
(Reportagem de Carl DiOrio)

ESTREIA-Ligação entre arte e mundo real instiga em 'Sinédoque'

O Estadão
REUTERS
16/04/2009


SÃO PAULO - Alguns artistas sonham em capturar o mundo real em sua obra. Outros pensam em inventar seu próprio mundo. "Sinédoque, Nova York", em cartaz em São Paulo, Rio e Brasília a partir de sexta-feira, ambiciona as duas coisas -- e consegue cumprir sua promessa na maior parte do tempo.
O premiado roteirista Charlie Kaufman ("Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças", 2004) faz aqui sua estreia na direção, escrevendo também o roteiro e condensando na história todas as suas obsessões com metalinguagem e pós-modernidade. "Sinédoque, Nova York" é muito mais do que a figura de linguagem presente no título -- na qual, entre outras coisas, a parte representa o todo. É um filme que pode ser visto como uma releitura do clássico felliniano "8 ½" -- embora Kaufman tenha afirmado, numa entrevista após a première mundial do filme, no Festival de Cannes 2008, que desconhece o longa italiano.
No filme de Federico Fellini, de 1963, o protagonista (Marcello Mastroianni) era um cineasta em crise criativa. Na história de Kaufman, trata-se de um diretor de teatro (Philip Seymour Hoffman, de "Capote"), tentando criar sua obra-prima, a peça que deixará seu nome na história. A obra toda de Kaufman, que também inclui roteiros como "Quero Ser John Malkovich" (1999) e "Adaptação" (2002), ambos dirigidos por Spike Jonze -- que assina a produção aqui -- busca uma relação entre o que há dentro da cabeça dos personagens e a forma como esses pensamentos, desejos, frustrações se materializam.
Dessa vez, o foco cai sobre Caden Cotard (Philip Seymour Hoffman), o dramaturgo neurótico, casado com uma mulher tão atormentada quanto ele (Catherine Keener, de "Na Natureza Selvagem"), e cuja filha pequena é a soma exata das neuroses dos pais. As pessoas que cercam o protagonista também parecem sofrer de males emocionais, como a psiquiatra egoísta (Hope Davis, de "Confidencial"), que só pensa em transformar seu novo livro em best seller. Nesse momento, Caden dirige "A Morte do Caixeiro Viajante" -- com o diferencial de colocar atores jovens no papel dos idosos que protagonizam a peça de Arthur Miller.
Anos mais tarde, quando ganha um prêmio para a montagem de uma peça, o diretor decide escrever um texto sobre a vida, mas não uma representação da vida, mas, sim a vida própria, acontecendo em cima do palco. Para a empreitada, conta com a ajuda de sua nova amada, Hazel (Samantha Morton, de "Control"), e da atriz Claire (Michelle Williams, de "Não Estou Lá"), entre outros. Mas Caden ensaia a peça por anos a fio, porque, como na vida, não consegue chegar a uma conclusão.
A cada dia, acrescenta-se uma nova camada, uma novidade, um novo personagem -- e estes, assim como o diretor, envelhecem no palco, situado num grande galpão, um verdadeiro simulacro de Nova York, e, por extensão, da realidade. Para interpretar a si mesmo na sua peça, Caden escolhe um ator (Tom Noonan) completamente diferente de si.
Para o papel de 'Hazel', no entanto, coloca uma atriz (Emily Watson, de "O Dragão Vermelho") muito parecida com a verdadeira. As vidas dessas quatro pessoas se cruzam e se confundem à medida em que o dramaturgo se torna o Deus de seu próprio mundo. Tudo isso até a chegada de uma nova personagem, vivida por Dianne Wiest (de "Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada"). "Sinédoque, Nova York" é uma experiência cinematográfica estranha -- no bom ou no mau sentido, dependendo da disposição e do interesse do espectador.
É inegável, no entanto, que se trata de uma tentativa de fazer um cinema inteligente e instigante, longe das banalidades explosivas e escapistas nas quais Hollywood se acomodou. Kaufman pode ainda não ter o domínio da técnica de outros cineastas que dirigiram roteiros seus - como Spike Jonze e Michel Gondry. Mesmo assim, o roteirista se mantém um provocador costumaz, rompendo limites entre a arte e a vida, o real e o imaginário. (Por Alysson Oliveira, do Cineweb)
* As opiniões são responsabilidade do Cineweb

ESTREIA-'Anjos da Noite-A Rebelião' mantém suspense da franquia

O Estadão
REUTERS
16/04/2009

SÃO PAULO - Iniciada em 2003, a franquia criada pelo diretor e roteirista Len Wiseman ganha uma nova sequência com a estreia de "Anjos da Noite - A Rebelião".
Neste episódio, em vez de retratar as aventuras da vigorosa vampira Selene (Kate Beckinsale, de "O Aviador"), o filme volta alguns séculos para revelar o começo da milenar batalha entre vampiros e lobisomens. Nesta produção, Wiseman mostra o nascimento do personagem Lucien (Michael Sheen, de "Frost/Nixon"), o líder dos lobisomens. Único de sua raça, com a capacidade de se transformar quando quer, ele passa a ser escravo da classe dos vampiros, comandados por Viktor (Bill Nighy, de "Simplesmente Amor"). Resignado com sua própria sorte, Lucien protege o clã, mesmo que para isso tenha que matar seres de sua própria raça. Tudo isso até se apaixonar pela filha de Viktor, Sonja (Rhona Mitra, de "O Atirador"), o que provoca uma guerra entre as espécies.
Toda essa história já havia sido contada em flashbacks no primeiro episódio de "Anjos da Noite" (2003). Afinal, será devido a esse imbróglio que, séculos mais tarde, Selene enfrentará não apenas Lucien, como também seu protetor Viktor, cujo desfecho só será revelado em "Anjos a Noite - A Evolução" (2006).
Como são filmes complementares, é inegável a necessidade de assistir às duas produções anteriores para compreender este "Anjos da Noite - A Rebelião". Se o espectador não conhecer de antemão os personagens, o interesse no filme não se sustenta.
Inspirado em videogames e RPGs (Role Playing Games), Wiseman criou um universo de lendas, profecias e personagens tão intrincado que é preciso lembrar das referências espalhadas pela franquia. Esse é um trunfo e também a maldição da série. Apesar de passar o bastão da direção do filme para o francês Patrick Tatopoulos, conhecido por seu trabalho em efeitos especiais em filmes como "Eu Robô" (2004) e "Silent Hill" (2006), Wiseman manteve sua participação na concepção da história. Isso conferiu à produção um direcionamento afinado com o que acontecerá séculos depois.
Embora seja o menor da trilogia, "Anjos da Noite - A Rebelião" manteve a competência técnica da franquia, com boas cenas de ação e efeitos especiais bem definidos. No entanto, como nos outros filmes, também peca na exacerbada ambição de criar a mitologia, sem unir essa vontade a um eficiente ritmo narrativo. (Por Rodrigo Zavala, do Cineweb)
* As opiniões são responsabilidade do Cineweb

terça-feira, 17 de março de 2009

'Marley e Eu' estreia em primeiro nas bilheterias britânicas

O Estadão
17/03/2009

LONDRES (Reuters Life!) - Jennifer Aniston e Owen Wilson chegaram ao topo das bilheterias britânicas no fim de semana com o filme familiar "Marley e Eu". A história de um casal que adota um cão labrador bagunceiro cujo nome é inspirado no cantor de reggae Bob Marley arrecadou 4,4 milhões de libras (6,19 milhões de dólares) em seu fim de semana de estreia, informou a Screen International na terça-feira. "Marley" vendeu mais de 1 milhão de libras em ingressos mais que o filme de super-heróis "Watchmen" no fim de semana passado, e "Watchmen" caiu para o segundo lugar depois de apenas uma semana como número 1.
"Gran Torino", em que Clint Eastwood faz um veterano da Guerra da Coreia, continuou na terceira posição, enquanto "Quem Quer Ser Um Milionário", premiado com vários Oscar, caiu duas posições, para a quarta. "The Young Victoria" subiu uma posição, para a quinta, com Emily Blunt no papel da rainha e Rupert Friend como seu marido, o príncipe Albert.
Outro filme sobre um cão, a animação da Disney "Bolt - Supercão", caiu da quarta para a sexta posição, enquanto "Delírios de Consumo de Becky Bloom" caiu para o sétimo lugar. O terror "Alma Perdida", a história de uma mulher assombrada pelo espírito de sua irmã gêmea que morreu no parto, caiu para o oitavo lugar. Ainda outro filme canino, "Um Hotel Bom Pra Cachorro", foi o nono colocado, e o único outro lançamento da semana na Grã-Bretanha, "Bronson," ficou em décimo lugar, contando a história do prisioneiro mais violento da Grã-Bretanha.

segunda-feira, 16 de março de 2009

'MacGyver' vai para as telas do cinema

O Estadão
REUTERS
16/03/2009


Por Borys Kit e Jay Fernandez LOS ANGELES (Hollywood Reporter)

Será preciso mais do que barbante, chiclete e um lápis para dar conta do recado, mas o seriado de aventura de viés científico "MacGyver" está sendo desenvolvido para a New Line como longa-metragem. "MacGyver" foi ao ar de 1985 a 1992 na rede ABC. Richard Dean Anderson, que mais tarde seria visto em "Stargate: Atlantis" e "SG-1", fazia o papel de um agente secreto da Fundação Phoenix, dotado de inteligência e astúcia tremendas, que frequentemente escapava de situações perigosas fazendo truques engenhosos e rápidos.
Dois telefilmes estrelados por Anderson foram ao ar nos anos seguintes ao cancelamento do seriado. O personagem acabou conquistando reconhecimento suficiente para virar referência para qualquer pessoa que tenta improvisar uma saída para uma situação difícil, usando objetos do cotidiano encontrados em qualquer casa. Raffaella De Laurentiis, filha do veterano produtor Dino De Laurentiis, vai produzir o filme através de sua firma Raffaella Prods, juntamente com Martha De Laurentiis e o criador da série, Lee Zlotoff.
Dino De Laurentiis fará a produção executiva. Ainda não foi contratado roteirista para o filme. O estúdio espera encontrar um roteiro que leve em conta o perfil de cultura popular do conceito, mas mesmo assim garanta um filme de aventura sério e divertido. "Acho que estamos a um chiclete, um clipe de papel e um roteirista de primeira linha de distância de uma franquia global", disse Richard Brener, da New Line.

sexta-feira, 6 de março de 2009

'Watchmen' chega aos cinemas como adaptação de HQ

O Estadão
06/03/2009

Com muitos personagens, roteiro de David Hayter (X-Men 2) e Alex Tse quer dar conta do passado de todos eles

REUTERS
Divulgação

SÃO PAULO - Depois de muita disputa entre estúdios norte-americanos para determinar a quem pertenciam os direitos da adaptação da famosa série de HQ "Watchmen", o filme chega aos cinemas de todo o mundo nesta sexta-feira. Fiel ao espírito da obra original, o longa, dirigido por Zack Snider ("300"), discute a relação entre humanos e super-herois, num curso histórico alternativo (Nixon ainda é presidente dos Estados Unidos no ano de 1985), e suas consequências.
Veja também:
Trailer de 'Watchmen'

Mais do que isso, a obra publicada na década de 1980, escrita por Alan Moore (que não aceita que adaptação nenhuma leve seu nome nos créditos) e desenhada por Dave Gibbons, questiona o lado humano dos personagens com superpoderes: até onde a humanidade necessita deles? Como "Batman - O Cavaleiro das Trevas" já apontou no ano passado, heróis podem entrar numa crise de identidade bem séria. Combater o mal pode não ser tão compensador como imaginam os meros mortais.
Em sua essência, ao menos no começo,"Watchmen" é um suspense - o clássico "quem é o assassino?". No prólogo, o Comediante (Jeffrey Dean Morgan, de "PS - Eu te amo"), um ex-heroi decadente, é assassinado. A cena acaba com seu botton sorridente sendo manchado por uma gota de sangue - uma imagem emblemática da série, que será retomada algumas vezes.
O crime dá início à jornada do misterioso Rorschach (Jackie Earle Haley, de "Pecados Íntimos") para reencontrar seus amigos que também foram super-herois no passado. Coruja II (Patrick Wilson, de "Ao Entardecer") é um bonachão acomodado; Adrian Veidt, o Ozymandias (Matthew Goode, de "Match Point - Ponto Final"), conhecido como "o sujeito mais inteligente do mundo", ganha a vida licenciando produtos baseados em seus amigos; e Lauri Júpiter, a Espectra II (Malin Akerman, de "Antes só do que malcasado") vive com o Dr. Manhattan e tem problemas com a mãe, Sally Júpiter (Carla Gugino, de "As Duas Faces da Lei").
Porém, o personagem mais interessante de toda essa saga é o físico Jon Osterman, também conhecido como Dr. Manhattan (Billy Crudup, de "Missão Impossível 3"). Quando trabalhava em experiências para o governo, acabou atingido por uma forte carga nuclear. Tornou-se azul - e praticamente indestrutível - além de adquirir poderes como ver o seu passado e futuro.
Com essa gama de personagens, o roteiro assinado por David Hayter ("X-Men 2) e Alex Tse tenta dar conta do passado de todos eles, o que acaba sendo um problema no desenvolvimento da ação. Aliás, quando a ação se interrompe a fim de contar a formação de algum personagem é como se uma nota de rodapé fosse introduzida no meio do filme prejudicando todo o andamento da história.
Paradoxalmente, a melhor passagem, que conta a história do Dr. Manhattan, acaba sendo também a mais complicada por ser inserida bem no meio do filme. Quando descobrimos o seu passado e o seu dilema, tudo começa a fazer sentido. Mesmo sendo visualmente bonita, a sequência é verborrágica, carregada de termos científicos e de filosofia New Age, típica dos anos de 1980, e trilha sonora de Philip Glass. Depois desse longo flashback, Snider não consegue mais retomar o ritmo.
Certamente, os fãs da série em quadrinhos irão se deleitar vendo praticamente tudo o que foi concebido no papel transferido para a tela, inclusive diálogos literais. Mas a alegria de alguns, pode ser o pesadelo de outros. Tanta reverência não abre espaço para que os personagens e a trama respirem sozinhos.
O ar retrô de "Watchmen" (a ação se passa em meados dos anos 1980 mas com forte influência da década de 1960) é reforçado pela trilha sonora, que inclui Bob Dylan, Simon & Garfunkel, Leonard Cohen e Billie Holiday. Aqui, Nixon concorre ao quarto mandato e uma guerra nuclear entre Estados Unidos e União Soviética é iminente.
"Watchmen" possui um acabamento visual atraente e, ao contrário de outras adaptações reverentes, como "Sin City", não cansa. Por sua vez, o questionamento central do filme, pode fazer uma ponte com os tempos atuais de incertezas e guerras pelo mundo. No fim, descobrimos que o preço pela paz pode ser mais caro do que se imagina.
(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

terça-feira, 3 de março de 2009

Jonas Brothers desafinam nas bilheterias norte-americanas

O Estadão
REUTERS
03/03/2009

LOS ANGELES - Os ídolos teens Jonas Brothers foram derrotados nas bilheterias dos cinemas norte-americanos por uma vovó armada, não se mostrando à altura da grande propaganda em torno do filme com os shows da banda. "Jonas Brothers: The 3D Concert Experience" foi o segundo colocado nas bilheterias, com vendas em três dias estimadas em 12,7 milhões de dólares, disse no domingo a distribuidora Walt Disney. O estúdio esperava uma arrecadação de 15 milhões de dólares -- uma previsão conservadora comparada a algumas estimativas do setor, que chegavam a 25 milhões.
O público-base do filme, formado por meninas adolescentes, evidentemente perdeu para as mulheres negras mais velhas que deram a "Madea Goes to Jail" um segundo fim de semana como líder nas bilheterias. A comédia sobre uma idosa intransigente vendeu 16,5 milhões de dólares em ingressos, elevando para 64,9 milhões de dólares sua arrecadação em dez dias. O filme já se tornou o maior sucesso entre os seis longas lançados desde fevereiro de 2005 pelo cineasta Tyler Perry. Perry, de 39 anos, se disfarça de mulher para representar Madea, personagem que aparece em muitos de seus filmes e peças, cujo sucesso ignora a opinião da crítica especializada. Enquanto isso, "Quem Quer Ser Um Milionário" saltou duas posições para chegar à terceira, depois dos oito Oscar conquistados no domingo retrasado. O drama romântico ambientado em Mumbai vendeu 12,2 milhões de dólares em ingressos -- a maior arrecadação em pelo menos 10 anos de um filme vencedor do Oscar de melhor filme, segundo a distribuidora Fox Searchlight.
A estréia decepcionante de "Jonas Brothers: The 3D Concert Experience" representa um revés raro para os irmãos Kevin, 21, Joe, 19 e Nick, 16. No ano passado, outro filme da Disney baseado em shows, "Hannah Montana e Miley Cyrus - O Melhor dos Dois Mundos", estreou com 31,1 milhões de dólares e arrecadou ao todo 65,3 milhões. Mas a previsão era que o filme de Hannah Montana ficasse em cartaz apenas uma semana, fato que alimentou uma demanda enorme.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O Estadão
REUTERS

26/02/2009

SÃO PAULO - "Rumba", em estreia em São Paulo, é um daqueles filmes modestos que, na contramão das produções atuais, ignora pirotecnias e investe no talento e habilidade dos atores para fazer humor com pouquíssimos ingredientes.
É uma receita simples, prato de bistrô, que atrai um tipo de espectador disposto a se deixar levar pelas gags ingênuas e pelo humor físico, inspirados no cinema mudo. Impossível não se lembrar do desastrado Monsieur Hulot, personagem do mestre francês Jacques Tati, ao acompanhar as confusões criadas por um casal de professores de uma cidadezinha francesa, Fiona (Fiona Gordon) e Dom (Dominique Abel), que se transformam totalmente ao participar de concursos de dança. Eles treinam suas coreografias na quadra de esportes da escola, continuam as performances em casa e se deixam levar pelos ritmos latinos, a trilha sonora de suas vidas.
Fiona, Dominique e Bruno Romy (que faz um papel secundário no filme) assinam a direção e o roteiro. Fiona, nascida no Canadá, e o belga Dominique Abel trabalham juntos desde os anos 1980, em peças de teatro em Paris. A experiência cinematográfica começou na década de 1990, em três curtas, e foi aprofundada em 2004 no longa "L'Iceberg", já com a participação de Romy.
Um exemplo mais próximo dos brasileiros pode ser enxergado, com alguma generosidade, no grupo Os Trapalhões, que também exibia um humor corporal, explorado por um trio de cômicos com um pé no circo. Mas o grupo francês, apesar de defender um tipo de humor mais popular, sofistica suas tiradas, acrescentando um componente visual que faltava aos cômicos brasileiros. As cores e as roupas da dupla principal, inspiradas e exageradas nos figurinos dos anos 1950, servem como uma luva para a trilha musical, composta por rumbas alegres que permitem aos dançarinos executar passos sensuais e, ao mesmo tempo, divertidos. Fiona e Dom trabalham na mesma escola. Ela ensina inglês e ele, educação física. Suas metodologias são, no mínimo, peculiares, mas contam com a aceitação dos alunos que se divertem em aulas que têm tudo para ser chatas. Alunos e professores não veem a hora de soar o sinal para correr para casa e fazer o que mais gostam. No caso de Fiona e Dom, prosseguirem os ensaios para participar de um concurso de rumba, que eles vencerão, como sempre. Na volta de um deles, envolvem-se em um acidente que vai mudar suas vidas. Ao se desviarem do suicida Gérard (Philippe Martz), que se coloca no meio da estrada à espera da morte, batem o carro. Gérard lamenta não ter morrido, mas se apavora por ter causado o desastre que poderia ter matado os ocupantes do carro. Os dois escapam com vida, mas com graves sequelas: Fiona perde uma perna e Dom, a memória.
No entanto, o que era para ser trágico passa a ser tragicômico, mudando-se o tom para o humor negro e politicamente incorreto. Algumas das melhores sequências estão na volta da dupla para a escola, tentando retornar à normalidade - ela procurando se equilibrar com as muletas e ele nocauteando as crianças num treino de boxe. As confusões não param aí e só vão se aprofundar na vida desse casal excêntrico, impedido de realizar seus sonhos. Mesmo brincando na difícil trilha do humor politicamente incorreto, o filme não deixa de cercar seus personagens de um grande carinho e de ampará-los nos momentos em que mais precisam.
Eles nunca mais serão os mesmos, mas nem por isso precisam ser infelizes.
(Por Luiz Vita, do Cineweb)
*As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Oscar para Heath Ledger ficaria com sua filha, Matilda

O Estadão
REUTERS

19/02/2009

LOS ANGELES - Matilda Ledger, a filha de 3 anos de idade do falecido ator Heath Ledger, será a eventual dona da estatueta do Oscar caso seu pai seja o vencedor do prêmio de melhor ator coadjuvante, no domingo.
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou na quarta-feira que decidiu que, se Ledger receber um raro Oscar póstumo por sua performance como o vilão Coringa em "Batman - O Cavaleiro das Trevas," Matilda receberá o Oscar quando completar 18 anos de idade.
Ledger, que morreu no ano passado, aos 28, por overdose de medicamentos, é visto como provável vencedor do Oscar de ator coadjuvante na cerimônia de entrega dos prêmios da Academia, que acontece em 22 de fevereiro em Hollywood.
Ele já recebeu quase todos os outros prêmios em sua categoria na temporada de premiações deste ano. Se ganhar o Oscar também, Ledger será apenas o segundo ator a receber um Oscar póstumo. O primeiro foi Peter Finch, premiado em 1976 por "Rede de Intrigas".
"Já tivemos Oscars entregues diretamente a um menor de idade e Oscars dados postumamente, mas, em geral, há um cônjuge ou filho mais velho, maior de idade", para aceitar a estatueta, disse o diretor-executivo da Academia, Bruce Davis. "Acho que nunca antes tivemos uma situação como esta.
" O noivado de Heath Ledger com a atriz Michelle Williams, mãe de Matilda, terminou antes de sua morte, e ele não tinha sido casado antes. Matilda é jovem demais para assinar o acordo do vencedor, exigido de todos os indicados, pelo qual o receptor da estatueta se compromete a não vendê-la sem antes oferecer devolvê-la à Academia por um dólar. Davis disse que Michelle Williams, consultada, disse que concorda em cuidar de uma possível estatueta de Oscar e guardá-la para sua filha, até esta completar 18 anos. Matilda então poderia optar por guardar a estatueta ou devolvê-la à Academia.
A Academia se negou na quarta-feira a dizer quem subirá ao pódio para receber o Oscar em nome de Ledger, caso ele seja o premiado. Na entrega dos Globos de Ouro, Christopher Nolan, o diretor de "Cavaleiro das Trevas", recebeu o troféu em nome de Ledger, e, na entrega dos prêmios do Sindicato dos Atores, Gary Oldman, que contracenou com Ledger no filme, subiu ao palco para receber a estatueta e fazer um discurso em nome de Heath Ledger.
A família do ator, na Austrália, já disse que espera que Matilda um dia herde esses troféus.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Jurados do Oscar lutam para escolher o melhor ator

O Estado de São Paulo
JILL SERJEANT - REUTERS
18/02/2009

LOS ANGELES - Depois de passar 15 anos no deserto do cinema, Mickey Rourke pode coroar sua volta por cima com um Oscar de melhor ator no domingo. Mas o astro de "O Lutador" primeiro terá que nocautear Sean Penn, visto como seu principal rival pelo troféu da Academia, graças a sua atuação como o assassinado ativista dos direitos dos gays Harvey Milk no filme "Milk - A Voz da Igualdade".
"É uma luta de pesos pesados: de um lado um lutador de luta-livre, e de outro um lutador pelos direitos dos gays", disse Tom O'Neil, colunista do site http://www.theenvelope.com/, especializado em premiações de cinema.
Os dois outros candidatos são Brad Pitt, por "O Curioso Caso de Benjamin Button", e Richard Jenkins, pelo filme pouco visto "The Visitor". Ambos são vistos como vencedores improváveis. Rourke, 56 anos, e Penn, 48, dividiram os prêmios até agora: Rourke ficou com o Globo de Ouro e o Bafta de melhor ator, enquanto Penn recebeu o troféu do Sindicato de Atores e uma série de outros prêmios de críticos. Especialistas dizem que Penn pode ter uma vantagem pelo fato de ser respeitado - embora não amado - no mundo do cinema. Ele já recebeu um Oscar de melhor ator pelo papel de pai que chora a morte de uma filha em "Sobre Meninos e Lobos", de 2003.
"Milk" também foi indicado para os Oscar de melhor filme e melhor diretor, refletindo o apoio amplo dos eleitores do Oscar para o filme, num momento em que a batalha sobre os casamentos homossexuais são um dos temas do momento na Califórnia.
Mas Mickey Rourke está longe de estar fora da jogada. "Pode ser o caso de os eleitores da Academia optarem pela história de uma volta por cima", disse Pete Hammond, crítico do Hollywood.com. "Este filme vem sendo descrito como a ressurreição de Mickey Rourke." Na temporada de premiações atual, Rourke vem demonstrando contrição por seu comportamento passado, e sua performance elogiada o está ajudando a reconquistar um pouco de sua glória passada.

O BAD BOY DO OSCAR?
Mas o ator, que começou a praticar boxe nos anos 1990, ainda não se livrou de todos seus hábitos de bad boy. Seus discursos nas premiações mais recentes foram pontilhados por palavrões; ele agradeceu a seus cachorros pelo Globo de Ouro, fumou no tapete vermelho do Bafta, em Londres, e, no backstage, tomou champanhe diretamente do gargalo da garrafa.
Se tudo isso vem ajudando ou prejudicando suas chances de obter seu primeiro Oscar é algo que só será sabido quando os Oscar forem anunciados, em 22 de fevereiro.
O documentarista e estudioso do cinema Richard Schickel disse que sua performance favorita é a de Frank Langella em "Frost/Nixon". Alguns observadores do Oscar apostam em Langella como vencedor surpresa, porque é veterano da indústria e esta pode ser sua última chance de conseguir o prêmio mais importante do cinema.
Outros acham que Penn e Rourke podem dividir os votos entre os cerca de 6.000 membros votantes da Academia, permitindo que Langella saia vitorioso.

Oscar pode finalmente estar ao alcance de Kate Winslet

O Estadão
JILL SERJEANT - REUTERS

18/02/2009

LOS ANGELES - Quer ela ganhe ou perca na cerimônia do Oscar, no domingo, a atriz britânica Kate Winslet entrará para a história dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
As possibilidades são duas: ou Winslet, 33 anos, passa à frente de sua rival principal, Meryl Streep, para receber seu primeiro Oscar, pelo papel de uma mulher com passado nazista secreto, em "O Leitor", ou dividirá com outras atrizes o título dúbio de maior perdedora, por ter sido indicada seis vezes para o prêmio cobiçado e perdido todas.
A julgar pelas apostas, Kate Winslet deve ir preparando seu discurso de aceitação da estatueta. "Acho que chegou o momento dela. Quando os membros da Academia votarem, estarão pensando não apenas em 'O Leitor' mas também em 'Foi Apenas Um Sonho'", disse o crítico de cinema Pete Hammond, do Hollywood.com, falando sobre os dois filmes estrelados por Winslet lançados com poucas semanas de distância um do outro em 2008.
As três outras indicadas ao Oscar de melhor atriz são Anne Hathaway, pelo papel de irmã ressentida em "O Casamento de Rachel", Melissa Leo, pelo drama "Rio Congelado", e Angelina Jolie, pelo papel de mãe à procura de seu filho em "A Troca".
Winslet, que já fazia sucesso em filmes de arte antes de 1997, quando "Titanic" a levou ao estrelato internacional, já recebeu dois Globos de Ouro pelo papel de alemã que tem um amante adolescente e um segredo, em "O Leitor", e de dona-de-casa americana dos anos 1950 frustrada em "Foi Apenas Um Sonho".
Ela já foi premiada também no Bafta e pelo Sindicato de Atores (SAG), e, em discursos emocionados, expressou sua surpresa com as vitórias, depois de tantas vezes no passado em que foi preterida.
Tom O'Neil, do site TheEnvelope.com, comentou: "Já passou da hora de Kate receber um Oscar. Mais uma derrota, e ela estará empatada com Deborah Kerr e Thelma Ritter, com seis indicações e nenhuma vitória.
Aos 33 anos de idade, isso seria terrível." "Kate está em posição de liderança sólida. Ela atua num filme sobre o Holocausto, fala com sotaque estrangeiro, envelhece de modo dramático e fica linda nua - todos fatores chaves para uma vitória", disse ele.

NÃO É FÁCIL PERDER
Meryl Streep, 59 anos, já recebeu dois Oscar e possui um recorde próprio: com 15 indicações anteriores, é a pessoa que mais recebeu indicações ao Oscar em categorias de atuação.
Embora tenha sido premiada pelo Sindicato de Atores, em janeiro, pelo papel de freira desconfiada em "Dúvida", o último Oscar que ela levou para casa foi em 1982, por "A Escolha de Sofia". Ela admitiu no mês passada que ser indicada para o prêmio e não recebê-lo não é fácil. Sua atuação em "Dúvida", um drama tenso sobre suspeitos abusos sexuais na Igreja Católica nos anos 1960, serviu para lembrar ao público de sua versatilidade, já que em 2008 ela também estrelou um musical cômico, "Mamma Mia". Angelina Jolie, Melissa Leo e Anne Hathaway são vistas como apostas improváveis para o Oscar, mas Tom O'Neil observa que os eleitores da Academia frequentemente surpreendem e que qualquer coisa pode acontecer na noite da entrega das estatuetas. E, para ele, "é isso que faz a corrida ao Oscar ser tão divertida".

Brosnan vai produzir obra sobre fotógrafo Robert Capa

O Estadão
18/02/2009
Por Steven Zeitchik e Borys Kit

LOS ANGELES (Hollywood Reporter) - A produtora do ator Pierce Brosnan está desenvolvendo uma história sobre o famoso fotojornalista húngaro Robert Capa. Paul McGuigan, diretor de "Push -- o outro lado do crime" e da comédia "xeque-mate", deve assumir o projeto.
Nascido Andre Friedmann, em Budapeste, no começo do século 20, Capa registrou vários conflitos, incluindo a guerra civil espanhola e a 2a Guerra Mundial.
O jornalista também ajudou a fundar a Magnum Photos e frequentou círculos glamurosos, nos quais fez amizade com John Steinbeck e Ingrid Bergman, com a qual teve um relacionamento. Capa, morto em 1954 ao pisar numa mina terrestre na Guerra da Indochina, é conhecido principalmente pelo registro do Dia D.
Ele foi um dos poucos fotógrafos a chegar à praia da Normandia, na França, no dia 6 de junho de 1944, capturando imagens da invasão dos aliados. A produtora de Brosnan, a Irish DreamTime, tem um contrato de avaliação com a MGM, mas ainda não está certo se o estúdio vai ou não se envolver com o projeto.
Reuters/Hollywood Reporter

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Apesar da crise, Oscar não perde o brilho

O Estadão
16/02/2009
BOB TOURTELLOTTE - REUTERS

LOS ANGELES - Quer seja a recessão, a era de Obama ou o fato de que um filme esperançoso é visto como favorito para o Oscar de melhor filme, está claro que o clima é de mudanças em Hollywood no início da semana do Oscar, nesta segunda-feira.
Críticos e cinéfilos vêm fugindo das notícias econômicas tenebrosas, concentrando sua atenção no filme visto como o favorito ao Oscar, "Quem Quer Ser Um Milionário", romance sobre um jovem indiano pobre que, enfrentando obstáculos enormes, ascende para o sucesso num game show na televisão.
Nos dois anos anteriores, dramas criminais sombrios - "Onde os Fracos Não Têm Vez" e "Os Infiltrados" - conquistaram o Oscar de melhor filme, o prêmio mais importante do cinema mundial. Planejadores de festas e serviços de catering dizem que os planos para as festividades do Oscar vêm desacelerando. As suítes de hotel em que presentes são oferecidos a celebridades estão abertas, mas, segundo os organizadores, os astros e estrelas estão mais voltados a dar que a receber.
"Obama nos pediu um dia de serviço. Nós estamos pedindo uma noite para fazer uma diferença", disse Leeza Gibbons, apresentadora de um talk show de celebridades. Gibbons e a cantora Olivia Newton-John vão apresentar na noite do Oscar um evento beneficente para a Fundação Memória, de Gibbons, e o Centro Câncer e Bem-Estar, de Newton-John.
"Muito do glamour associado aos Oscar ainda está presente, mas está sendo suavizado pelos tempos econômicos", disse Gibbons. A revista Vanity Fair, cuja festa tradicionalmente é a de maior prestígio entre as festas pós-Oscar, vai promover seu evento de gala anual, mas ele será mais moderado que os dos anos recentes, devido em parte à recessão. Elton John e David Furnish vão promover seu evento anual de caridade, mas não haverá as festas particulares concorrentes promovidas no ano passado por Madonna e Prince. Em lugar delas, a elite de Hollywood talvez vá para uma festa patrocinada pela Mercedes-Benz.

SOBRIEDADE, MAS NÃO PESSIMISMO
Muitos orçamentos foram reduzidos nesses eventos luxuosos pré-Oscar e da noite do Oscar. "Alguns foram reduzidos em 1 por cento, outros em 75 por cento", disse Michael Gapinsky, vice-presidente do serviço de catering Along Came Mary. As elegantes suítes de hotéis em que estilistas, joalheiros e empresas de cosméticos mimam as estrelas ainda serão um elemento importante nas listas de lugares a ir na semana do Oscar.
Mas a caridade também ganhará destaque neles, onde os convidados terão a opção de doar produtos ou dinheiro a outros, disse Gavin Keilly, fundador da GBK Productions, que organiza suítes de presentes. Os organizadores também prometem um visual novo na cerimônia de entrega dos prêmios da Academia, na noite de domingo. N
o início do mês, Sid Ganis, presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, disse que os produtores da cerimônia "vão assumir alguns riscos, muitos riscos, alguns deles ousados". Ele não detalhou os riscos, e os produtores Bill Condon e Laurence Mark (do musical "Dreamgirls - Em Busca de Um Sonho") também não querem divulgar nada. A apresentação ficará por conta do australiano Hugh Jackman, que além de atuar canta e dança, em lugar de um comediante, como de costume. Por essa razão, muitos observadores estão prevendo uma apresentação de tipo musical. O que se sabe é que "Quem Quer Ser Um Milionário", feito com elenco de atores indianos quase todos desconhecidos, é o favorito claro para o Oscar de melhor filme, tendo já sido premiado pelos produtores, diretores e roteiristas, muitos dos quais são eleitores da Academia.
O diretor do filme, o britânico Danny Boyle, é visto como favorito para ficar com o Oscar de direção. Os outros indicados são "Milk - A Voz da Igualdade", sobre o ativista gay assassinado Harvey Milk; "Frost/Nixon", que recria as entrevistas na TV dadas pelo ex-presidente americano Richard Nixon ao apresentador de TV britânico David Frost; "O Curioso Caso de Benjamin Button", com Brad Pitt no papel de um homem que rejuvenesce ao longo da vida, e o drama do Holocausto "O Leitor".
Na disputa pelo Oscar de melhor ator, a expectativa é de uma disputa acirrada entre Sean Penn, representando Harvey Milk, e Mickey Rourke, por "O Lutador". Frank Langella como Nixon é um nome improvável, mas que também tem chances de vencer. Kate Winslet como mulher que tem um passado secreto, em "O Leitor", e Meryl Streep como freira católica que luta para pôr fim a abusos sexuais, em "Dúvida", disputam o Oscar de melhor atriz.
A expectativa é que o falecido Heath Ledger fique com o Oscar de melhor ator coadjuvante pelo papel de Coringa em "Batman - O Cavaleiro das Trevas", e Penélope Cruz é vista por muitos como a melhor candidata ao troféu de melhor atriz coadjuvante, por "Vicky Cristina Barcelona".

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Filme peruano 'La Teta Asustada' ganha Urso de Ouro em Berlim

O Estadão
14/02/2009

BERLIM - "La teta asustada" ganhou o Urso de Ouro de melhor filme no Festival Internacional de Cinema de Berlim, neste sábado.
A produção hispano-peruana gira em torno da história de Fausta, cuja mãe foi estuprada durante a época de violência política no Peru, entre as décadas de 1980 e 1990.
"Isto é para o Peru. Isto é para nosso país", disse a diretora Claudia Llosa, na cerimônia de premiação.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Cineasta lembra heroísmo de Mei, astro da Ópera de Pequim

O Estadão
DAVE GRAHAM - REUTERS
12/02/2009

BERLIM - O cineasta chinês Chen Kaige rende homenagem ao poder de uma "pessoa comum" em seu filme mais recente, sobre um cantor que se tornou herói na China por desafiar os japoneses na 2a Guerra Mundial.
"Forever Enthralled" é a homenagem de Chen a Mei Lanfang, um dos mais célebres expoentes da Ópera de Pequim, uma arte performática chinesa tradicional que inclui mímica, dança, dançarinos homens que se vestem de mulheres e canto num estilo nasal e estridente.
"Nem sequer sou grande fã da Ópera de Pequim", disse Chen ao exibir seu filme no Festival de Cinema de Berlim. " A única razão pela qual eu quis fazer este filme foi Mei Lanfang.
Não importava o que lhe acontecesse, ele devolvia tudo ao mundo, sorrindo." "Esse é um poder que apenas as pessoas muito corajosas possuem", disse o diretor. "A razão pela qual o chamamos de grande homem é que ele foi uma pessoa comum por toda sua vida. Ele sempre ouviu o que seu coração lhe mandava. Ele foi uma lenda." Após a ocupação de Pequim pelos japoneses, em 1937, Mei sofreu pressões intensas para apresentar-se para os invasores, mas se negou, apesar de correr o risco de represálias. Ele morreu em 1961.
Em vista do foco do filme sobre o heroísmo de um indivíduo da história, jornalistas perguntaram a Chen, 56 anos, se as autoridades chinesas exerceram alguma influência sobre o retrato que ele traçou de Mei. Chen respondeu que não, mas que teve que demonstrar "respeito" quando colaborou com o filho de Mei na produção. Com performances brilhantes da Ópera de Pequim e observações pontuais sobre a divisão cultural entre a China e o Ocidente, o filme de Chen reúne elementos de tragédia, comédia e romance e abrange mais de 40 anos de história.
Tendo em seu elenco Zhang Ziyi (de "O Tigre e o Dragão") e Chen Hong, a esposa do diretor, no papel da mulher de Mei, o filme é estrelado pelo cantor e ator de Hong Kong Leon Lai no papel de Mei. Chen disse que já tinha incorporado elementos do personagem de Mei no personagem masculino principal de seu célebre filme de 1993 "Adeus Minha Concubina". O diretor, cujo pai conhecia Mei, se recorda de ter visto o artista quando era menino. "
Eu o vi dançando no pátio no início da manhã", contou. "
É claro que Mei nunca imaginou que aquele garotinho faria um filme sobre ele no futuro."