O Estadão
AE - Agencia Estado
04/05/2009
SÃO PAULO - O surto de gripe suína quase tira o grupo mexicano Delta Teatro da programação da IV Mostra Latino-Americana de Teatro, que começa hoje, em São Paulo. "Houve um momento de apreensão, mas a chegada deles ficou para o dia 5. Os mexicanos estão confirmados. Eles vão apresentar, no dia 8, a peça El Angel de Voz Dura...Uma Historia del Che Guevara", avisa Ney Piacentini, presidente da Cooperativa Paulista de Teatro e curador do evento.
Em sua quarta edição, a mostra, que tem como tema ''Tradição e Atualidade'', irá apresentar 12 companhias - representando seis países. O evento vai acontecer nas salas do Centro Cultural São Paulo, de hoje até domingo (dia 10). Tudo de graça. Quase todas as peças são inéditas, com exceção de Volta ao Dia, da Cia Brasileira de Teatro, e de A Brava, apresentada pela Brava Companhia de São Paulo. As companhias participantes também vão apresentar ao público seu método de trabalho, durante ensaios abertos e workshops.
"Ainda não é possível identificar qual é a cara do teatro latino-americano. Não dá para dizer se é psicológico, engajado ou o quê. Mas, com a Mostra, estamos dando o primeiro passo para a criação de uma liga teatral Latino-Americana. Assim, as coisas vão ficar mais claras", comenta Piacentini.
Piacentini aponta alguns espetáculos e companhias que considera imperdíveis. "São muitos, mas tem o Yuyachkani, do Peru; e El Galpón, do Uruguai", diz. Hoje, às 18h, na sala Jardel Filho, o destaque é El Último Ensayo, da trupe peruana. Amanhã, às 21h, é a vez de a Brava Companhia apresentar A Brava, com base na história de Joana D?Arc. Também vale espiar as peças Un Hombre Es Un Hombre, do Uruguai (dia 7, às 21h, na sala Jardel Filho), e El Angel de Voz Dura..., do México (dia 8, às 21h, na sala Jardel Filho).
As informações são do Jornal da Tarde.
IV Mostra Latino-Americana de Teatro.
De 4 a 10 de maio.
Espetáculos às 12h, 14h, 18h, 20h e 21h.
Centro Cultural São Paulo: Rua Vergueiro, 1.000, Paraíso.
Tel: (011) 3397 - 4000.
Grátis.
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
João Miguel volta aos palcos em SP com monólogo 'Só'
AE - Agencia Estado
26/03/2009
SÃO PAULO - Um homem volta à sua cidade depois de uma ausência de mais de 20 anos. Ao entrar em um bar, ele reconhece a pessoa com quem viveu, na adolescência, uma intensa relação - na verdade, seu primeiro grande amor. Eis o ponto de partida do monólogo Só, escrito pela jovem dramaturga italiana Letizia Russo em cartaz no Sesc Avenida Paulista, em São Paulo, com a interpretação de João Miguel e a direção de Alvise Camozzi.
Não se trata de um ajuste de contas, mas da celebração da juventude. O reencontro apaixonado permite ao homem surpreender-se com o próprio passado e, capturado pelas lembranças, busca entender a própria realidade.
"O texto de Letizia é cativante por conta de sua arquitetura poética", comenta Camozzi que, fascinado pela peça, sugeriu a montagem para João Miguel quando se conheceram durante um trabalho que fizeram juntos para a televisão - da conversa inicial, passaram para assuntos comuns (como a paixão pela obra de Pasolini) até chegarem a Só, que o ator identifica como um pensamento falado.?O texto mostra como um homem vê o outro como um espelho. Assim, nossa proposta é a de criar uma relação com o público de forma que cada espectador tenha a impressão de que aquele fluxo de pensamento esteja acontecendo naquele momento, sem parecer encenado?, comenta Miguel, ainda atordoado com o processo muito rápido - foi apenas um mês e meio de ensaios intensos.
Longe dos palcos há oito anos, desde o sucesso que o tornou nacionalmente conhecido (o monólogo Bispo, sobre o artista Bispo do Rosário), o ator conta que novamente abriu a porta para o desafio. ?Mas, enquanto Bispo foi fruto de uma pesquisa de quatro anos, Só nasceu a partir da escolha do melhor uso das palavras.?
A estreia na sexta-feira teve diversos significados para o ator. Afinal, foi o mesmo dia em que completou 39 anos. Também foi a data quase exata em que, há oito anos, estreou Bispo.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Só. 90 min.
16 anos.
Sesc Avenida Paulista (65 lug.).
Av. Paulista, 119. Tel. (011) 3179-3700, metrô Brigadeiro.
6.ª a dom., 20h30. R$ 5 a R$ 20. Até 17/5.
26/03/2009
SÃO PAULO - Um homem volta à sua cidade depois de uma ausência de mais de 20 anos. Ao entrar em um bar, ele reconhece a pessoa com quem viveu, na adolescência, uma intensa relação - na verdade, seu primeiro grande amor. Eis o ponto de partida do monólogo Só, escrito pela jovem dramaturga italiana Letizia Russo em cartaz no Sesc Avenida Paulista, em São Paulo, com a interpretação de João Miguel e a direção de Alvise Camozzi.
Não se trata de um ajuste de contas, mas da celebração da juventude. O reencontro apaixonado permite ao homem surpreender-se com o próprio passado e, capturado pelas lembranças, busca entender a própria realidade.
"O texto de Letizia é cativante por conta de sua arquitetura poética", comenta Camozzi que, fascinado pela peça, sugeriu a montagem para João Miguel quando se conheceram durante um trabalho que fizeram juntos para a televisão - da conversa inicial, passaram para assuntos comuns (como a paixão pela obra de Pasolini) até chegarem a Só, que o ator identifica como um pensamento falado.?O texto mostra como um homem vê o outro como um espelho. Assim, nossa proposta é a de criar uma relação com o público de forma que cada espectador tenha a impressão de que aquele fluxo de pensamento esteja acontecendo naquele momento, sem parecer encenado?, comenta Miguel, ainda atordoado com o processo muito rápido - foi apenas um mês e meio de ensaios intensos.
Longe dos palcos há oito anos, desde o sucesso que o tornou nacionalmente conhecido (o monólogo Bispo, sobre o artista Bispo do Rosário), o ator conta que novamente abriu a porta para o desafio. ?Mas, enquanto Bispo foi fruto de uma pesquisa de quatro anos, Só nasceu a partir da escolha do melhor uso das palavras.?
A estreia na sexta-feira teve diversos significados para o ator. Afinal, foi o mesmo dia em que completou 39 anos. Também foi a data quase exata em que, há oito anos, estreou Bispo.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Só. 90 min.
16 anos.
Sesc Avenida Paulista (65 lug.).
Av. Paulista, 119. Tel. (011) 3179-3700, metrô Brigadeiro.
6.ª a dom., 20h30. R$ 5 a R$ 20. Até 17/5.
terça-feira, 3 de março de 2009
Festival de teatro tem peças gratuitas em São Paulo
AE - Agencia Estado
03/03/2009
SÃO PAULO - A cenografia é um cubo de 1,5 m de diâmetro. Ali dentro, o ator Fernando Sánchez-Cabezudo se move durante todo o espetáculo, que dura cerca de 40 minutos. É a sua casa. Criado pela dupla Fernando e Jorge Sánchez-Cabezudo e considerado a revelação da cena ibérica em 2006, o espetáculo critica com humor as moradias contemporâneas - e é apenas 1 dos 13 que integram, a partir de hoje, o 2º Festival de Teatro Ibero-Americano do Memorial da América Latina.Até domingo, o espectador terá a oportunidade de ver peças de Portugal, Espanha, Cuba, Argentina, entre outros países latino-americanos, sem contar as montagens brasileiras, que valem - e muito - ser vistas, como o premiado A Noite dos Palhaços Mudos, da Cia. La Mínima, ou O Homem Inesperado, com os veteranos Nicette Bruno e Paulo Goulart. E o melhor: todas têm entrada grátis. Mas é bom estar atento para não ficar de fora, afinal, cada espetáculo realiza uma única apresentação. O festival conta ainda com muitas outras atividades.
A Praça Cívica, por exemplo, será palco de performances. O foyer do auditório abrigará as chamadas ?cenas curtas?, leituras cênicas e teatralização de segmentos de textos, programação cujo objetivo é atrair a atenção do público e envolver mais artistas e grupos no evento. Chico de Assis dará ainda uma oficina de dramaturgia e os debates contam com nomes de autores como Hugo VillaVicenzio e Renata Pallottini.
Para a grande maioria dos ?mortais?, no entanto, o que vale mesmo é a oportunidade, sempre rara, de ver boas peças vindas sobretudo dos países vizinhos. Confira a programação completa do festival no site do Memorial.
As informações são do Jornal da Tarde.
03/03/2009
SÃO PAULO - A cenografia é um cubo de 1,5 m de diâmetro. Ali dentro, o ator Fernando Sánchez-Cabezudo se move durante todo o espetáculo, que dura cerca de 40 minutos. É a sua casa. Criado pela dupla Fernando e Jorge Sánchez-Cabezudo e considerado a revelação da cena ibérica em 2006, o espetáculo critica com humor as moradias contemporâneas - e é apenas 1 dos 13 que integram, a partir de hoje, o 2º Festival de Teatro Ibero-Americano do Memorial da América Latina.Até domingo, o espectador terá a oportunidade de ver peças de Portugal, Espanha, Cuba, Argentina, entre outros países latino-americanos, sem contar as montagens brasileiras, que valem - e muito - ser vistas, como o premiado A Noite dos Palhaços Mudos, da Cia. La Mínima, ou O Homem Inesperado, com os veteranos Nicette Bruno e Paulo Goulart. E o melhor: todas têm entrada grátis. Mas é bom estar atento para não ficar de fora, afinal, cada espetáculo realiza uma única apresentação. O festival conta ainda com muitas outras atividades.
A Praça Cívica, por exemplo, será palco de performances. O foyer do auditório abrigará as chamadas ?cenas curtas?, leituras cênicas e teatralização de segmentos de textos, programação cujo objetivo é atrair a atenção do público e envolver mais artistas e grupos no evento. Chico de Assis dará ainda uma oficina de dramaturgia e os debates contam com nomes de autores como Hugo VillaVicenzio e Renata Pallottini.
Para a grande maioria dos ?mortais?, no entanto, o que vale mesmo é a oportunidade, sempre rara, de ver boas peças vindas sobretudo dos países vizinhos. Confira a programação completa do festival no site do Memorial.
As informações são do Jornal da Tarde.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Grupo leva ao palco conto do uruguaio Eduardo Galeano
O Estadão
AE - Agencia Estado
26/02/2009
SÃO PAULO - Muita gente leu ou pelo menos ouviu falar do livro As Veias Abertas da América Latina, do uruguaio Eduardo Galeano, um estudo sobre as mazelas decorrentes da colonização europeia na Sulamérica. Mas talvez poucos saibam que esse escritor assina também obras de ficção. Alguns de seus contos - quase todos recriações de narrativas da tradição oral - inspiram O Inventário das Sensações Perdidas, peça que estreia sábado no quintal da Casa de Dona Yayá.
"Se chover não vai haver apresentação, mas vem um período seco por aí", aposta Ronaldo Serruya, ator do Grupo XIX e também diretor dessa montagem que funda o Teatro do Fubá. Esse novo grupo, formado por Gisele Lavalle, Denise Janoski, Paulo Plácido e Marco Moreira, nasceu de uma oficina realizada pelo Grupo XIX (premiado por espetáculos como Hysteria e Arrufos) em 2006, com apoio do Programa Miriam Muniz. "Eram 20 atores e foram oito meses de trabalho; ao fim, eles quatro quiseram dar continuidade à pesquisa. Convidaram-me e sugeri a obra de Galeano que eu estava lendo."
A partir daí eles trabalharam mais um ano sobre a obra desse autor que, por intermédio de seu tradutor, Eric Nepomuceno, aprovou o texto final.
"Ele disse que quer ver quando vier ao Brasil." Bem no espírito das histórias contadas em torno de fogueiras ou fogão à lenha, os atores falam muito próximos ao público - apenas 30 espectadores por sessão - e sob a luz de velas e luminárias penduradas nos galhos das árvores. O Teatro do Fubá não é o primeiro grupo a surgir das oficinas, gratuitas, sempre oferecidas pelo Grupo XIX. Interessados, inscrições estão abertas, podem conferir no site.
AE - Agencia Estado
26/02/2009
SÃO PAULO - Muita gente leu ou pelo menos ouviu falar do livro As Veias Abertas da América Latina, do uruguaio Eduardo Galeano, um estudo sobre as mazelas decorrentes da colonização europeia na Sulamérica. Mas talvez poucos saibam que esse escritor assina também obras de ficção. Alguns de seus contos - quase todos recriações de narrativas da tradição oral - inspiram O Inventário das Sensações Perdidas, peça que estreia sábado no quintal da Casa de Dona Yayá.
"Se chover não vai haver apresentação, mas vem um período seco por aí", aposta Ronaldo Serruya, ator do Grupo XIX e também diretor dessa montagem que funda o Teatro do Fubá. Esse novo grupo, formado por Gisele Lavalle, Denise Janoski, Paulo Plácido e Marco Moreira, nasceu de uma oficina realizada pelo Grupo XIX (premiado por espetáculos como Hysteria e Arrufos) em 2006, com apoio do Programa Miriam Muniz. "Eram 20 atores e foram oito meses de trabalho; ao fim, eles quatro quiseram dar continuidade à pesquisa. Convidaram-me e sugeri a obra de Galeano que eu estava lendo."
A partir daí eles trabalharam mais um ano sobre a obra desse autor que, por intermédio de seu tradutor, Eric Nepomuceno, aprovou o texto final.
"Ele disse que quer ver quando vier ao Brasil." Bem no espírito das histórias contadas em torno de fogueiras ou fogão à lenha, os atores falam muito próximos ao público - apenas 30 espectadores por sessão - e sob a luz de velas e luminárias penduradas nos galhos das árvores. O Teatro do Fubá não é o primeiro grupo a surgir das oficinas, gratuitas, sempre oferecidas pelo Grupo XIX. Interessados, inscrições estão abertas, podem conferir no site.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Peça traz retrato da mulher bem-sucedida e consumista
O Estadão
AE - Agencia Estado
12/02/2009
SÃO PAULO - Débora Duboc conta que riu ao ler pela primeira vez
Um Dia (Quase) Igual aos Outros, de Dario Fo, que estreia hoje para convidados no Centro Cultural Banco do Brasil, de São Paulo. ?
Não é fácil rir de uma peça numa simples leitura?, argumenta Débora.
Ser engraçado foi o primeiro aspecto a atrair, mas não o único, a essa atriz reconhecida pela densidade de seus trabalhos, que agora busca se exercitar na comédia. Sob direção de Neyde Veneziano, a atriz se lança no universo do autor Prêmio Nobel de Literatura que mostra a mulher atual, bem-sucedida e consumista.O ponto de partida da peça é uma mulher que está decidida a suicidar-se.
Como despedida, ela grava um depoimento para o ex-marido. ?A peça é para mim um rito de passagem: do desapego do que não é importante para a valorização do que é essencial?, diz Débora. ?Júlia é uma mulher independente e bem-sucedida materialmente, que se dá conta da quantidade de bobagens que a escravizam.? A peça foi escrita por Dario Fo em 1983, a década que valorizou os yuppies.
O espetáculo conta ainda com a participação virtual de Cláudia Mello, Eliana Rocha, Marcelo Médici, Marco Luque, Grace Giannoukas, Elias Andreato, Leonardo Medeiros e Vivianne Pasmanter.
O espetáculo fica em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, na Rua Álvares Penteado, 112.
(Tel.: XX-11-3113-3651) de quinta a sábado, às 19h30; e domingos, às 18h. R$ 15.
Censura: 14 anos.
As informações são do Jornal da Tarde.
AE - Agencia Estado
12/02/2009
SÃO PAULO - Débora Duboc conta que riu ao ler pela primeira vez
Um Dia (Quase) Igual aos Outros, de Dario Fo, que estreia hoje para convidados no Centro Cultural Banco do Brasil, de São Paulo. ?
Não é fácil rir de uma peça numa simples leitura?, argumenta Débora.
Ser engraçado foi o primeiro aspecto a atrair, mas não o único, a essa atriz reconhecida pela densidade de seus trabalhos, que agora busca se exercitar na comédia. Sob direção de Neyde Veneziano, a atriz se lança no universo do autor Prêmio Nobel de Literatura que mostra a mulher atual, bem-sucedida e consumista.O ponto de partida da peça é uma mulher que está decidida a suicidar-se.
Como despedida, ela grava um depoimento para o ex-marido. ?A peça é para mim um rito de passagem: do desapego do que não é importante para a valorização do que é essencial?, diz Débora. ?Júlia é uma mulher independente e bem-sucedida materialmente, que se dá conta da quantidade de bobagens que a escravizam.? A peça foi escrita por Dario Fo em 1983, a década que valorizou os yuppies.
O espetáculo conta ainda com a participação virtual de Cláudia Mello, Eliana Rocha, Marcelo Médici, Marco Luque, Grace Giannoukas, Elias Andreato, Leonardo Medeiros e Vivianne Pasmanter.
O espetáculo fica em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, na Rua Álvares Penteado, 112.
(Tel.: XX-11-3113-3651) de quinta a sábado, às 19h30; e domingos, às 18h. R$ 15.
Censura: 14 anos.
As informações são do Jornal da Tarde.
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