O Estadão
04/05/2009
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - Pelo menos um dos concorrentes levantou a galera de um Cine Teatro Guararapes lotado, com cerca de 3 mil pessoas na plateia, na sexta-feira. Foi Alô, Alô, Terezinha, documentário de Nelson Hoineff sobre Abelardo ?Chacrinha? Barbosa, eleito melhor filme do 13º Cine PE - Festival Audiovisual do Recife, que terminou ontem à noite. Vinícius Reis foi o melhor diretor, por Praça Saens Peña, filme que premiou também o casal de atores Chico Diaz e Maria Padilha.
Sucesso de público, mas sujeito a polêmicas, Alô, Alô, Terezinha foi bastante discutido na entrevista coletiva. Hoineff usa muitas cenas dos programas de TV de Chacrinha, mas as intercala com entrevistas atuais de antigos participantes, em especial as chacretes. Elas são vistas nas gravações, no auge da forma e, agora, em sua, digamos assim, gloriosa maturidade. Algumas chacretes não se furtam ao desafio de vestir os antigos trajes que, sumários, se acomodam mal aos corpos atuais. Dão declarações que parecem polêmicas e contraditórias. Algumas dizem que faziam ?programas? para complementar a renda, outras afirmam que nada disso existia.
O documentário foi acusado, assim, de promover uma visão preconceituosa e machista em relação às mulheres. Visão que predominava na época de Chacrinha e no ambiente do seu show, mas que não tem mais razão de ser no mundo de hoje. "Todo mundo via as chacretes apenas como um bando de mulheres gostosas. No filme, eu as individualizo, aparecem como personagens complexas", defende-se Hoineff.
A defesa mais geral seria que "se trata de um filme sobre Chacrinha, ou seja, sobre um humor debochado", diz o diretor. O documentário, de fato, é vibrante e, incorpora, em sua linguagem, aquele caos calculado do animador. Não é tanto sobre Chacrinha: usa Chacrinha como linguagem. E, portanto, não tem papas na língua e pode se permitir a tudo. Ou quase tudo.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
'Johnny' e 'Estômago' vencem premiação no Rio
O Estadão
AE - Agencia Estado
16/04/2009
SÃO PAULO - Se em 2008 todas as atenções se voltaram para o Capitão Nascimento de Tropa de Elite, este ano o Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro, organizado pela Academia Brasileira de Cinema, ficou dividido entre um traficante de classe média e um rapaz simples com incríveis dotes culinários: Meu Nome Não É Johnny venceu em seis categorias e Estômago, em cinco.
Enquanto o blockbuster de Mauro Lima levou os troféus Grande Otelo de ator (Selton Mello), atriz coadjuvante (Julia Lemmertz), roteiro adaptado, trilha sonora original, som e montagem, o modesto Estômago venceu o de melhor filme pelo voto popular (pela internet e mensagem de celular) e pela escolha do júri, diretor (Marcos Jorge), ator coadjuvante (Babu Santana) e roteiro original. Ambos já colecionam prêmios no Brasil e no exterior.
A cerimônia ainda lembrou o centenário de Carmen Miranda (e sua contribuição para o cinema nacional nos anos 30) e os 50 anos da morte de Villa-Lobos (o primeiro compositor a criar uma trilha sonora original para um filme brasileiro), além de premiar o esforço da Laborcine, laboratório carioca que restaurou toda a obra de Nelson.
As escolhas foram feitas por produtores, cineastas e atores, num total de cerca de 300 membros da Academia, presidida pelo diretor Roberto Farias. A cerimônia foi realizada na casa de espetáculos Vivo Rio, e teve como apresentadores Daniel Filho e Marília Pêra.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Confira os destaques da premiação:
Melhor Filme (Júri e Voto Popular): Estômago;
Melhor Ator: Selton Mello (Meu Nome não É Johnny);
Melhor Atriz: Leandra Leal (Nome Próprio);
Melhor Ator Coadjuvante: Babu Santana (Estômago);
Melhor Atriz Coadjuvante: Julia Lemmertz (Meu Nome não É Johnny);
Melhor Diretor: Marcos Jorge (Estômago);
Melhor Documentário: O Mistério do Samba;
Melhor Fotografia: Cesar Charlone (Ensaio Sobre a Cegueira);
Melhor Direção de Arte: Tulé Peake (Ensaio Sobre a Cegueira);
Melhor Trilha Sonora: Wagner Tiso (Os Desafinados);
Melhor Roteiro Adaptado: Mariza Leão e Mauro Lima (Meu Nome não É Johnny);
Melhor Roteiro Original: Estômago;
Melhor Figurino: André Simonetti (Chega de Saudade);
Melhor Longa Estrangeiro: Vicky Cristina Barcelona.
AE - Agencia Estado
16/04/2009
SÃO PAULO - Se em 2008 todas as atenções se voltaram para o Capitão Nascimento de Tropa de Elite, este ano o Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro, organizado pela Academia Brasileira de Cinema, ficou dividido entre um traficante de classe média e um rapaz simples com incríveis dotes culinários: Meu Nome Não É Johnny venceu em seis categorias e Estômago, em cinco.
Enquanto o blockbuster de Mauro Lima levou os troféus Grande Otelo de ator (Selton Mello), atriz coadjuvante (Julia Lemmertz), roteiro adaptado, trilha sonora original, som e montagem, o modesto Estômago venceu o de melhor filme pelo voto popular (pela internet e mensagem de celular) e pela escolha do júri, diretor (Marcos Jorge), ator coadjuvante (Babu Santana) e roteiro original. Ambos já colecionam prêmios no Brasil e no exterior.
- Leandra Leal ganhou na categoria melhor atriz, por Nome Próprio;
- Ensaio Sobre a Cegueira ficou com quatro dos chamados prêmios técnicos, direção de fotografia, direção de arte, efeitos visuais e maquiagem.
- O Mistério do Samba, de Lula Buarque e Carolina Jabor, que tem entre seus produtores Marisa Monte, foi premiado como melhor documentário e melhor montagem de documentário.
- O cineasta Nelson Pereira dos Santos foi homenageado pelos colegas, por seus 44 anos de carreira.
A cerimônia ainda lembrou o centenário de Carmen Miranda (e sua contribuição para o cinema nacional nos anos 30) e os 50 anos da morte de Villa-Lobos (o primeiro compositor a criar uma trilha sonora original para um filme brasileiro), além de premiar o esforço da Laborcine, laboratório carioca que restaurou toda a obra de Nelson.
As escolhas foram feitas por produtores, cineastas e atores, num total de cerca de 300 membros da Academia, presidida pelo diretor Roberto Farias. A cerimônia foi realizada na casa de espetáculos Vivo Rio, e teve como apresentadores Daniel Filho e Marília Pêra.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Confira os destaques da premiação:
Melhor Filme (Júri e Voto Popular): Estômago;
Melhor Ator: Selton Mello (Meu Nome não É Johnny);
Melhor Atriz: Leandra Leal (Nome Próprio);
Melhor Ator Coadjuvante: Babu Santana (Estômago);
Melhor Atriz Coadjuvante: Julia Lemmertz (Meu Nome não É Johnny);
Melhor Diretor: Marcos Jorge (Estômago);
Melhor Documentário: O Mistério do Samba;
Melhor Fotografia: Cesar Charlone (Ensaio Sobre a Cegueira);
Melhor Direção de Arte: Tulé Peake (Ensaio Sobre a Cegueira);
Melhor Trilha Sonora: Wagner Tiso (Os Desafinados);
Melhor Roteiro Adaptado: Mariza Leão e Mauro Lima (Meu Nome não É Johnny);
Melhor Roteiro Original: Estômago;
Melhor Figurino: André Simonetti (Chega de Saudade);
Melhor Longa Estrangeiro: Vicky Cristina Barcelona.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
O Estadão
AE - Agencia Estado
27/02/2009
SÃO PAULO - Há um cena poderosa em Força Policial. É o confronto entre pai e filho, interpretados por Jon Voight e Edward Norton. O pai reprova o filho por seu depoimento à Corregedoria.
Não se trata mais de encobrir ou denunciar a corrupção da polícia. Dane-se a instituição. Agora, o que está em jogo é a unidade da família. O pai quer salvar a família, o filho recusa-se. É um preço muito alto a pagar.Força Policial chama-se Pride and Glory, no original. Orgulho e Glória. Originalmente, deveria ser interpretado por Mark Wahlberg, Hugh Jackman, Robert Duvall, Ed Harris e Anthony LaPaglia, mas parte desse elenco já estivera reunida em outra narrativa policial, Os Donos da Noite, de James Gray.
Não admira que o elenco original fosse saindo, e sendo substituído. Foi melhor assim. Para o grande público, o maior atrativo de Força Policial, já delineado no trailer, é o confronto entre Edward Norton e Colin Farrell, o tira honesto e o corrupto. Não são irmãos, como Caim e Abel. São cunhados. São bons, mas o melhor de Força Policial está em outros atores. Noah Emmerich é excepcional como Fran, o irmão mais velho, e Jon Voight deixa de ser, como tem sido ultimamente, apenas o pai da atriz Angelina Jolie para reatar com o ator extraordinário que foi na juventude, no começo dos anos 70. Força Policial é assinado por Gavin O?Connor e a família é o tema da trama.
As informações são do Jornal da Tarde.
AE - Agencia Estado
27/02/2009
SÃO PAULO - Há um cena poderosa em Força Policial. É o confronto entre pai e filho, interpretados por Jon Voight e Edward Norton. O pai reprova o filho por seu depoimento à Corregedoria.
Não se trata mais de encobrir ou denunciar a corrupção da polícia. Dane-se a instituição. Agora, o que está em jogo é a unidade da família. O pai quer salvar a família, o filho recusa-se. É um preço muito alto a pagar.Força Policial chama-se Pride and Glory, no original. Orgulho e Glória. Originalmente, deveria ser interpretado por Mark Wahlberg, Hugh Jackman, Robert Duvall, Ed Harris e Anthony LaPaglia, mas parte desse elenco já estivera reunida em outra narrativa policial, Os Donos da Noite, de James Gray.
Não admira que o elenco original fosse saindo, e sendo substituído. Foi melhor assim. Para o grande público, o maior atrativo de Força Policial, já delineado no trailer, é o confronto entre Edward Norton e Colin Farrell, o tira honesto e o corrupto. Não são irmãos, como Caim e Abel. São cunhados. São bons, mas o melhor de Força Policial está em outros atores. Noah Emmerich é excepcional como Fran, o irmão mais velho, e Jon Voight deixa de ser, como tem sido ultimamente, apenas o pai da atriz Angelina Jolie para reatar com o ator extraordinário que foi na juventude, no começo dos anos 70. Força Policial é assinado por Gavin O?Connor e a família é o tema da trama.
As informações são do Jornal da Tarde.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Correção: Guel atualiza saga de Odorico Paraguaçu
O Estadão
AE - Agencia Estado
18/02/2009
SÃO PAULO - O texto enviado anteriormente tem um erro ortográfico no título. O correto é "Guel Arraes atualiza a saga de Odorico Paraguaçu". O texto está correto e segue novamente. Na antiga sala de aula do hoje desativado Colégio Sagrado Coração de Jesus, no Rio, o brasão de Sucupira atesta: o espaço se transformou num dos cenários de O Bem-Amado, filme adaptado e atualizado por Guel Arraes. E não é qualquer cenário. Ali "funciona" o gabinete do prefeito Odorico Paraguaçu, no qual ele devaneia sobre a construção do cemitério da cidade, grita ordens ao secretário Dirceu Borboleta e arma suas falcatruas.
As filmagens vão até março e o longa deve estrear em outubro. As colunas gregas, os bustos e o lustre de cristal são signos da mania de grandeza e da cafonice divertida do "bem-amado".
O texto original de Dias Gomes para o teatro (de 1962) foi adaptado pelo diretor e o roteirista Cláudio Paiva.
No papel principal, outrora de Procópio Ferreira e de Paulo Gracindo, está Marco Nanini, que encarnou Odorico nos palcos por um ano e meio. No cinema, ele aparecerá menos coronel, e mais parecido com um político corrupto qualquer que poderia governar uma cidade brasileira, hoje.?Essa referência do coronelismo ficou muito antiga.
O Odorico é um político pretensioso, ambicioso, narcisista e carismático. É um vilão cativante pela comédia.
Os políticos bem-amados podem ser bons ou maus?, diz Guel, filho de um político bem popular (Miguel Arraes, governador de Pernambuco por três vezes, que morreu em 2005).
Matheus Nachtergaele promete um Dirceu Borboleta tão cativante quanto o de Emiliano Queiroz; Dorotéia (Zezé Polessa), Judicéia (Drica Moraes) e Dulcinéia (Andréa Beltrão), as irmãs Cajazeiras, foram modernizadas.
José Wilker é o matador Zeca Diabo.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
AE - Agencia Estado
18/02/2009
SÃO PAULO - O texto enviado anteriormente tem um erro ortográfico no título. O correto é "Guel Arraes atualiza a saga de Odorico Paraguaçu". O texto está correto e segue novamente. Na antiga sala de aula do hoje desativado Colégio Sagrado Coração de Jesus, no Rio, o brasão de Sucupira atesta: o espaço se transformou num dos cenários de O Bem-Amado, filme adaptado e atualizado por Guel Arraes. E não é qualquer cenário. Ali "funciona" o gabinete do prefeito Odorico Paraguaçu, no qual ele devaneia sobre a construção do cemitério da cidade, grita ordens ao secretário Dirceu Borboleta e arma suas falcatruas.
As filmagens vão até março e o longa deve estrear em outubro. As colunas gregas, os bustos e o lustre de cristal são signos da mania de grandeza e da cafonice divertida do "bem-amado".
O texto original de Dias Gomes para o teatro (de 1962) foi adaptado pelo diretor e o roteirista Cláudio Paiva.
No papel principal, outrora de Procópio Ferreira e de Paulo Gracindo, está Marco Nanini, que encarnou Odorico nos palcos por um ano e meio. No cinema, ele aparecerá menos coronel, e mais parecido com um político corrupto qualquer que poderia governar uma cidade brasileira, hoje.?Essa referência do coronelismo ficou muito antiga.
O Odorico é um político pretensioso, ambicioso, narcisista e carismático. É um vilão cativante pela comédia.
Os políticos bem-amados podem ser bons ou maus?, diz Guel, filho de um político bem popular (Miguel Arraes, governador de Pernambuco por três vezes, que morreu em 2005).
Matheus Nachtergaele promete um Dirceu Borboleta tão cativante quanto o de Emiliano Queiroz; Dorotéia (Zezé Polessa), Judicéia (Drica Moraes) e Dulcinéia (Andréa Beltrão), as irmãs Cajazeiras, foram modernizadas.
José Wilker é o matador Zeca Diabo.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Costa-Gavras vem ao País apresentar 'Éden à l'Ouest'
O Estadão
AE - Agencia Estado
18/02/2009
SÃO PAULO - Costa-Gavras confirma - em abril, ele vem ao Brasil no quadro do evento França-Brasil, para mostrar no Recife seu filme Éden à l'Ouest, que encerrou no sábado a Berlinale de 2009.
Embora o Festival do Recife continue sendo do cinema brasileiro, este ano presta homenagem ao diretor greco-francês que virou referência por seus filmes políticos, nos anos 60 aos 80. Os melhores e mais famosos o colocaram na mira da censura do regime militar brasileiro - Z, A Confissão, Estado de Sítio.
Costa será homenageado com uma pequena retrospectiva de seus clássicos, mas ele avisa - ?Está difícil conseguir uma cópia em bom estado de Z.? Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro de 1969, Z reconstitui o assassinato do deputado Lambrakis pela ditadura dos coronéis gregos. O filme passa-se na Grécia, dirigido por um grego, mas a produção é argelina e, como tal, foi recompensado pela Academia de Hollywood. Costa-Gavras não é dono dos direitos de Z.
Após a exibição de Éden à l'Ouest para a imprensa em Berlim, o diretor passou parte da tarde dando entrevistas. O tema de Éden à l'Ouest é o imigrante, por meio da odisseia desse homem (Riccardo Scamarcio), que atravessa o Mediterrâneo em busca do paraíso, representado por Paris, a Cidade-Luz. Costa quis fazer um filme leve sobre um tema pesado.
"É uma fábula', ele diz. Sendo o relato o de uma odisseia, o herói não é Ulisses, mas o Cândido, de Voltaire. Dentro de dois meses o próprio diretor vem mostrar Éden à l?Ouest e você poderá ver se o formato de fábula realmente convém à sua tragédia contemporânea.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
AE - Agencia Estado
18/02/2009
SÃO PAULO - Costa-Gavras confirma - em abril, ele vem ao Brasil no quadro do evento França-Brasil, para mostrar no Recife seu filme Éden à l'Ouest, que encerrou no sábado a Berlinale de 2009.
Embora o Festival do Recife continue sendo do cinema brasileiro, este ano presta homenagem ao diretor greco-francês que virou referência por seus filmes políticos, nos anos 60 aos 80. Os melhores e mais famosos o colocaram na mira da censura do regime militar brasileiro - Z, A Confissão, Estado de Sítio.
Costa será homenageado com uma pequena retrospectiva de seus clássicos, mas ele avisa - ?Está difícil conseguir uma cópia em bom estado de Z.? Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro de 1969, Z reconstitui o assassinato do deputado Lambrakis pela ditadura dos coronéis gregos. O filme passa-se na Grécia, dirigido por um grego, mas a produção é argelina e, como tal, foi recompensado pela Academia de Hollywood. Costa-Gavras não é dono dos direitos de Z.
Após a exibição de Éden à l'Ouest para a imprensa em Berlim, o diretor passou parte da tarde dando entrevistas. O tema de Éden à l'Ouest é o imigrante, por meio da odisseia desse homem (Riccardo Scamarcio), que atravessa o Mediterrâneo em busca do paraíso, representado por Paris, a Cidade-Luz. Costa quis fazer um filme leve sobre um tema pesado.
"É uma fábula', ele diz. Sendo o relato o de uma odisseia, o herói não é Ulisses, mas o Cândido, de Voltaire. Dentro de dois meses o próprio diretor vem mostrar Éden à l?Ouest e você poderá ver se o formato de fábula realmente convém à sua tragédia contemporânea.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
'Caroline' traz visual gótico para animação infantil
AE - Agencia Estado
13/02/2009
SÃO PAULO - Mundo de sonho ou mundo de pesadelo? É nessa alternativa que se move a protagonista dessa bonita animação de Henry Selick - Coraline e o Mundo Secreto, baseada em livro de Neil Gaiman (da série Sandman). Isso quer dizer que haverá no filme um lado, digamos assim, gótico, que pode chegar a ser assustador.
O desenho é de um visual deslumbrante - que fica ainda melhor caso seja assistido em uma sala 3D, que aumenta a sensação visual do espectador e torna as cenas mais reais. O diálogo com Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, parece mais do que evidente. Há um mundo ?real? a ser contraposto a um mundo mágico.
Coraline, a garota do título, flutua entre ambos. Num, ela é filha de pais ocupados demais para se lembrarem de sua existência. Fica assim livre para explorar uma velha casa no campo onde foram morar. Descobre uma passagem atrás de uma porta escondida que a leva para um outro mundo. ?Outro?? Nem tanto. É quase como um universo paralelo, com mãe, pai, vizinhos, etc.
Só que tudo muito mais agradável. E sedutor. A exemplo do que acontece em Alice, aqui também um animal lembrará a heroína de que é melhor não se deixar seduzir pelo sonho porque pode se transformar em pesadelo.
O estilo visual lembra muito o de Tim Burton, de quem Selick parece ser devoto. A criatividade das imagens serve a esse universo propício à fantasia: o dos contos de fadas que, como se sabe, nada têm de inocentes.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
13/02/2009
SÃO PAULO - Mundo de sonho ou mundo de pesadelo? É nessa alternativa que se move a protagonista dessa bonita animação de Henry Selick - Coraline e o Mundo Secreto, baseada em livro de Neil Gaiman (da série Sandman). Isso quer dizer que haverá no filme um lado, digamos assim, gótico, que pode chegar a ser assustador.
O desenho é de um visual deslumbrante - que fica ainda melhor caso seja assistido em uma sala 3D, que aumenta a sensação visual do espectador e torna as cenas mais reais. O diálogo com Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, parece mais do que evidente. Há um mundo ?real? a ser contraposto a um mundo mágico.
Coraline, a garota do título, flutua entre ambos. Num, ela é filha de pais ocupados demais para se lembrarem de sua existência. Fica assim livre para explorar uma velha casa no campo onde foram morar. Descobre uma passagem atrás de uma porta escondida que a leva para um outro mundo. ?Outro?? Nem tanto. É quase como um universo paralelo, com mãe, pai, vizinhos, etc.
Só que tudo muito mais agradável. E sedutor. A exemplo do que acontece em Alice, aqui também um animal lembrará a heroína de que é melhor não se deixar seduzir pelo sonho porque pode se transformar em pesadelo.
O estilo visual lembra muito o de Tim Burton, de quem Selick parece ser devoto. A criatividade das imagens serve a esse universo propício à fantasia: o dos contos de fadas que, como se sabe, nada têm de inocentes.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
'Batman' reestreia com tecnologia Imax em sala de SP
O Estadão
AE - Agencia Estado
06/02/2009
SÃO PAULO - Se você ainda não viu um dos filmes mais badalados do ano passado, Batman - O Cavaleiro das Trevas, esta será uma boa oportunidade para se redimir - o longa reestreia hoje no Espaço Unibanco de Cinema Pompeia, no Bourbon Shopping, em São Paulo.
Agora, mesmo que você já tenha prestigiado a performance de Heath Ledger, na pele do Coringa, repetir a experiência na única sala Imax do País pode ser um grande barato.Exagero? Imagine as boas cenas de luta, perseguição e explosões amplificadas em uma tela côncava de 14 m por 21 m (o que deve dar uns seis ou sete andares de um prédio convencional), apoiadas em um sistema de som com 12 mil watts de potência (mais do que o dobro das salas convencionais)?A sensação é a de ser engolido pelo filme.
Os mais sensíveis podem até sofrer com um tiquinho de vertigem. Quem já está escolado em tecnologia Imax (gente que já se aventurou em salas fora do País ou assistiu ao filme que inaugurou a sala brasileira, o Fundo Do Mar 3D) sugere que o espectador escolha uma poltrona do meio da sala para trás. Além de evitar tonturas e enjoos, a distância faz com que a visibilidade da tela seja maior e muito melhor.Como o Batman, dirigido por Christopher Nolan, não foi filmado com tecnologia 3D, ninguém vai precisar usar aqueles óculos ridículos. Ainda assim, o longa do Homem Morcego possui algumas cenas captadas com câmeras Imax. O que significa uma melhor definição de imagens e tridimensionalidade.
Em Imax, as oito indicações para o Oscar ficam mais do que justificadas - e não só a de melhor ator coadjuvante para Leadger.A tecnologia Imax ainda não é tão comum, mesmo em grandes produções hollywoodianas. Isso porque as câmeras pesam aproximadamente 100 quilos - o que dificulta de forma radical sua mobilidade em um set de filmagem. A película usada nas câmeras Imax são de 70 mm (as tradicionais usam películas de 35 mm). Na prática, isso tem significado custos triplicados.No Brasil, a sala do Espaço Unibanco de Cinema Pompeia, no Bourbon Shopping, é a primeira a utilizar essa tecnologia. A previsão é que a próxima Imax será inaugurada, até julho, em Curitiba.
Segundo a assessoria da Imax, depois de Batman, estão previstos filmes como Watchmen, Transformes, Star Trek e o próximo Harry Potter - que trará cenas em 3D (aí, você vai precisar aqueles óculos ridículos).
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
AE - Agencia Estado
06/02/2009
SÃO PAULO - Se você ainda não viu um dos filmes mais badalados do ano passado, Batman - O Cavaleiro das Trevas, esta será uma boa oportunidade para se redimir - o longa reestreia hoje no Espaço Unibanco de Cinema Pompeia, no Bourbon Shopping, em São Paulo.
Agora, mesmo que você já tenha prestigiado a performance de Heath Ledger, na pele do Coringa, repetir a experiência na única sala Imax do País pode ser um grande barato.Exagero? Imagine as boas cenas de luta, perseguição e explosões amplificadas em uma tela côncava de 14 m por 21 m (o que deve dar uns seis ou sete andares de um prédio convencional), apoiadas em um sistema de som com 12 mil watts de potência (mais do que o dobro das salas convencionais)?A sensação é a de ser engolido pelo filme.
Os mais sensíveis podem até sofrer com um tiquinho de vertigem. Quem já está escolado em tecnologia Imax (gente que já se aventurou em salas fora do País ou assistiu ao filme que inaugurou a sala brasileira, o Fundo Do Mar 3D) sugere que o espectador escolha uma poltrona do meio da sala para trás. Além de evitar tonturas e enjoos, a distância faz com que a visibilidade da tela seja maior e muito melhor.Como o Batman, dirigido por Christopher Nolan, não foi filmado com tecnologia 3D, ninguém vai precisar usar aqueles óculos ridículos. Ainda assim, o longa do Homem Morcego possui algumas cenas captadas com câmeras Imax. O que significa uma melhor definição de imagens e tridimensionalidade.
Em Imax, as oito indicações para o Oscar ficam mais do que justificadas - e não só a de melhor ator coadjuvante para Leadger.A tecnologia Imax ainda não é tão comum, mesmo em grandes produções hollywoodianas. Isso porque as câmeras pesam aproximadamente 100 quilos - o que dificulta de forma radical sua mobilidade em um set de filmagem. A película usada nas câmeras Imax são de 70 mm (as tradicionais usam películas de 35 mm). Na prática, isso tem significado custos triplicados.No Brasil, a sala do Espaço Unibanco de Cinema Pompeia, no Bourbon Shopping, é a primeira a utilizar essa tecnologia. A previsão é que a próxima Imax será inaugurada, até julho, em Curitiba.
Segundo a assessoria da Imax, depois de Batman, estão previstos filmes como Watchmen, Transformes, Star Trek e o próximo Harry Potter - que trará cenas em 3D (aí, você vai precisar aqueles óculos ridículos).
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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